Retrato eleitoral das eleições de 2026 (junho)
Retrato eleitoral das eleições de 2026 (junho)

As pesquisas divulgadas em junho de 2026 mostram um cenário marcado por forte regionalização da política brasileira e da consolidação do favoritismo de um líder político que é o único do século 20 ainda vivo e capaz de concorrer às eleições. As eleições para governador apresentam uma dinâmica própria, na qual lideranças locais, prefeitos, senadores, governadores e ex-governadores possuem grande influência sobre o eleitorado.
Na Região Sul observa-se um quadro de consolidação da direita conservadora com exceção do Rio Grande do Sul que parece ser um oásis progressista em meio ao deserto da ultradireita. No Rio Grande do Sul, Juliana Brizola do PDT aparece à frente de Luciano Zucco do PL porém tudo pode mudar devido ás emendas parlamentares usadas para compra de votos no interior do estado. Em Santa Catarina Jorginho Mello do PL continua em vantagem e no Paraná, Sergio Moro lidera os cenários frente ao grupo político de Ratinho Jr confirmando sua permanência como uma das principais lideranças estaduais.
No Sudeste predominam candidatos já bastante conhecidos do eleitor. Em São Paulo, o governador do Republicanos Tarcísio de Freitas mantém vantagem sobre Fernando Haddad do PT. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes consolida favoritismo deixando claro que o reinado bolsonarista no estado do Rio de Janeiro está perto de acabar. Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo também do Republicanos e senador permanece liderando as intenções de voto, enquanto no Espírito Santo, Ricardo Ferraço do MDB aparece na primeira colocação após o último mês de disputa embolada.
No Centro-Oeste também predominam lideranças já conhecidas. Em Goiás, Marconi Perillo do PSDB lidera a disputa. No Distrito Federal, Celina Leão do PP aparece à frente dos concorrentes após um mês de liderança do candidato do Lula, Leandro Grass do PV. Em Mato Grosso, Wellington Fagundes do PL ocupa a liderança, enquanto em Mato Grosso do Sul Eduardo Riedel do PP mantém liderança.
Na Região Norte, as disputas também são fortemente influenciadas por lideranças locais. Em Rondônia, Marcos Rogério do PL lidera. Em Roraima, Arthur Henrique do PL aparece na frente mesmo enfrentando questões judiciais. No Amapá, Dr. Furlan do PSD lidera. No Amazonas, a disputa concentra-se principalmente entre David Almeida do Avante e Maria do Carmo Seffair do PL. No Pará, Dr. Daniel Santos do Podemos abre vantagem nas pesquisas.
No Nordeste observa-se maior diversidade de forças políticas. No Maranhão, Eduardo Braide do PSD lidera. No Piauí Rafael Fonteles do PT lidera. No Rio Grande do Norte, Cadu Xavier do PT aparece em primeiro lugar. Em Sergipe, Fábio Mitidieri do PSD amplia sua vantagem. No Ceará, Ciro Gomes do PSDB contínua na frente mas podendo virar o jogo para o Elmano de Freitas do PT quando começar a campanha eleitoral. Em Pernambuco, João Campos do PSB paga a liderança após um mês com a Raquel Lyra do PSD na liderança. Em Alagoas, JHC do PSDB aparece à frente de Renan Filho do MDB. Na Bahia, devido ao Caso Jacques Wagner o ACM Netto do União Brasil abriu vantagem contra Jerônimo Rodrigues do PT.
No cenário presidencial, a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada no início de julho, baseada em entrevistas realizadas entre 26 e 30 de junho, mostra Luiz Inácio Lula da Silva liderando os cenários testados para o primeiro e o segundo turno. Ao mesmo tempo, o levantamento registra desaprovação ao governo superior à aprovação, indicando um ambiente eleitoral polarizado.
Em síntese, o conjunto das pesquisas estaduais e para presidente revela que as eleições de 2026 não apresentam uma tendência única em todo o país já que em casos como em Pernambuco e Espírito Santo, por exemplo, mudam de mês em mês ou de acordo com acontecimentos políticos como no caso da Bahia. O que se revela nas pesquisas para os governos estaduais é que a direita tradicional social-liberal e fisiológica conhecida como "centrão" e representados por PSD, MDB e PSDB e a direita conservadora bolsonarista representados por PL, Republicanos, PP, União Brasil e Podemos lideram, exceto no nordeste que a esquerda moderada do PT lidera no Piauí, Rio Grande do Norte e pode ser que lidere no Ceará e Bahia nos próximos meses ou quando a campanha eleitoral começar consolidando assim a força do campo progressista no nordeste. Paralelamente, a eleição presidencial mantém um padrão favorável ao candidato do campo progressista do PT que é a última liderança desse campo, do século 20 ainda vivo, mas seus efeitos variam entre as diferentes unidades da federação, evidenciando que o eleitor brasileiro diferencia, em muitos casos, seu voto para governador daquele destinado à Presidência da República numa espécie de apolitismo ou centro democrático que não vota de acordo com o partido, ideologia ou campo político se preocupando mais em analisar quem deu qualidade de vida para os próprios eleitores, mobilidade social através do poder de compra e acesso aos bens de consumo e tempo e curtição de curtir a vida pelas várias dimensões do lazer e da cultura.
Referências:
2- Sudeste
https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/vox-brasil-tarcisio-tem-518-e-haddad-375-no-1o-turno-em-sp/
Minas Cleitinho (Republicanos) continua liderando
3- Centro-oeste:
4- Norte:
https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes/dr-furlan-lidera-disputa-pelo-governo-do-amapa/
5- Nordeste:
https://www.poder360.com.br/poder-pesquisas/jhc-tem-52-das-intencoes-de-voto-e-renan-filho-37-em-al/
6- Presidente
메타데이터
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