Reitor Hélios Bernardi e Reitor Derblay Galvão
Conheça a história dos Reitores Hélio Bernardi e Derblay Galvão. Aqui, você encontra uma linha do tempo e um podcast.
Hélios Homero Bernardi (1973–1977) e Derblay Galvão (1973–1981)
Confira agora o segundo episódio do podcast Homens do Gabinete:
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Hélios Homero Bernardi (1973–1977)
No dia sete de dezembro de 1912, em Alegrete, cidade aqui do Rio Grande do Sul, nascia Hélios Homero Bernardi. Formado em farmácia, tornou-se professor catedrático da Faculdade de Farmácia de Santa Maria em 1950. Onze anos mais tarde, Hélios, com o surgimento da USM, virou diretor da faculdade de farmácia, que agora fazia parte da Universidade de Santa Maria. Ele ficou à frente por quatro anos. Depois dessa experiência, que sua vida política na reitoria começou a andar. Em 1970, assumiu a vice-reitoria da gestão de Mariano da Rocha. e Três anos depois, assumiu a reitoria da já federalizada Universidade Federal de Santa Maria. Sua gestão se iniciou em dezembro de 1973 e terminou em dezembro de 1977.
Nessa época, o Brasil estava em meio à ditadura militar, que já durava 9 anos e não havia votação para eleição dos reitores: o posto era assumido por quem fosse a indicação do governo federal. O presidente, à época, era Emílio Garrastazu Médici, que foi o segundo do período chamado linha-dura do governo militar. Com a saída do Médici, em 74, assumiu Ernesto Geisel. O governo Geisel procurou uma abertura política no Brasil.
O professor Hélios era um cara sisudo, discreto, que preferia ficar longe dos holofotes e isso vai aparecer durante toda época que esteve no gabinete. Helio João Belinasso, no livro de sua autoria “UFSM: uma luz em nossas vidas”, em que relata sua relação com a universidade e sua amizade com mariano da rocha e helios bernardi, ajudou a construir o perfil do reitor desse episódio. “ Justo, bondoso, íntegro e respeitado pelos colegas e subordinados. soube ser discreto e dar continuidade aos planos de seu antecessor com a fidelidade que lhe era própria.”
O período do Hélios não foi marcado por grandes construções, como no caso da gestão passada, de Mariano da Rocha. Hélios preocupou-se muito mais em criar a infraestrutura necessária para que a Universidade pudesse existir. Mas não foi apenas essa opção que fez com que Hélios não executasse e concluísse obras iniciadas no período passado. Houve um período econômico um pouco complicado. No relatório de gestão de 1976, feito pela própria assessoria do gabinete do reitor, Hélios, logo na apresentação, escreveu que, “ainda não foi possível receber o financiamento prometido nas obras da cidade universitária”.
Hélios, em dezembro de 1977, foi sucedido pelo seu vice-reitor Derblay Galvão. Apenas quatro anos após deixar o gabinete, Hélios Homero Bernardi faleceu, pouco tempo antes de completar 69 anos.
Derblay Galvão (1973–1981)
Após ser vice-reitor junto a Hélios Homero Bernardi, em dezembro de 1977, iniciou a gestão de Derblay Galvão, o terceiro reitor que a UFSM veio a ter. A sua gestão foi do final de 1977 até 1981.
Nascido em 16 de março de 1928, na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul, se formou em agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e começou a trabalhar como professor da faculdade de agronomia na UFSM em 1962, curso do qual se tornaria coordenador 8 anos mais tarde. Como decano do curso de agronomia, na década de 60, ele tomou uma medida que o tornou bastante popular, e ajudou a impulsionar sua candidatura à reitoria, que foi a implantação da Operação Oswaldo Aranha.
O momento no qual sua gestão se iniciou coincidiu com a segunda metade do governo de Ernesto Geisel. essa época foi marcada pela outorgação do pacote abril, que dentre outras medidas fechou temporariamente o congresso nacional e o início do enfraquecimento do poder militar devido à revogação do AI5.
Com o pesar de ainda estar no período da ditadura militar, Derblay obteve um papel importante nos primeiros passos da redemocratização da Universidade, por inserir eleições diretas para representantes do diretório central dos estudantes e dos diretórios acadêmicos.
Em entrevista na época, ao final de sua gestão, Derblay diz que, “as dificuldades orçamentárias eram muitas. havia uma luta constante pela obtenção de recursos”.
Apesar dos empecilhos, aconteceram avanços na estrutura da UFSM em 1977, como o acabamento interno de prédios para inauguração. entre as grandes inaugurações da época estavam o Hospital Universitário de Santa Maria, o HUSM, e o Centro Universitário.
A urbanização da Universidade também entrou para os seus feitos, com o planejamento das estradas, plantação de árvores e todo o plano paisagístico, a UFSM de fato começou a tomar a forma de cidade que possui até hoje em dia.
Derblay Galvão também tinha uma preocupação com a formação acadêmica dos alunos e professores, por isso na época houve um impulsionamento na criação de cursos de pós graduação, além de uma parceria com a capes para incentivar os professores a se especializarem cada vez mais.
Assim, em 1978 aconteceu a instalação da fundação educacional e cultural para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da educação e da cultura, a Fundae. Ela vinha participando do movimento para a criação da UFSM desde o início, porém sob o nome de associação santa-mariense pró-ensino superior, a aspes. sua troca de nomes se deu na década de 70, para se tornar uma fundação.
Em seu último ano de gestão, Derblay Galvão participou da criação da editora da UFSM, que segue em funcionamento até hoje. A intenção da editora era incentivar a produção científica da Universidade, além de divulgar trabalhos do tripé da educação, ou seja, do ensino, da pesquisa e da extensão.
Depois de sair da reitoria, Derblay se mudou para Brasília, para ocupar um cargo no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPQ. Em 2010, com mais de 80 anos de idade, ele recebeu da Câmara de Vereadores de Santa Maria a medalha Coração do Rio Grande, que é dada a duas personalidades que contribuíram para o desenvolvimento regional, no aniversário do município.
Derblay Galvão veio a falecer em 16 de abril de 2021, aos 93 anos, e a Universidade decretou luto oficial de três dias.
Confira a linha do tempo da gestão de Derblay:
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Texto: Juan Grings e Paola Jung
Edição do texto: Laura Coelho de Almeida
Apresentação do podcast: Jonas Faria e Paola Jung
Edição do podcast: Juan Grings e Jonatan Mombach
Linha do tempo: Laura Coelho de Almeida
Imagens e vídeo: Arquivo
메타데이터
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