Lembranças que trazem sorrisos antes de partirem.
É interessante e intrigante como as pessoas passam por nossas vidas e deixam milhares de lembranças, e como fazemos tão pouco para…
Lembranças que trazem sorrisos antes de partirem.
É interessante e intrigante como as pessoas passam por nossas vidas e deixam milhares de lembranças, e como fazemos tão pouco para mantê-las. Talvez eu seja um pouco sentimental demais com minhas memórias, mas realmente acredito que uma das formas de eternizar pessoas e momentos seja escrever sobre eles.
Aqui estão algumas memórias que gostaria de eternizar.
Após minha grande pedalada de hoje — a que intitulei de Jornada de Autodesconhecimento –, pus-me a pensar. Talvez seja a única coisa que consigo fazer agora. Entre um pensamento e outro, você surgiu, depois de tanto tempo. Lembrei de nossas conversas, e de uma em especial.
“Você saberia dizer qual a intenção de um cara, mesmo que ele próprio não seja relevante?” Era isso que eu deveria ter dito naquele dia.
Eu, por exemplo, conversava com você porque me encantava — a forma como falava, como olhava, como via o mundo, como escrevia. Sua voz, seus cabelos cor de verão, seu sorriso. Enfim, entre tantas coisas. E, ainda assim, para ser sincero, nunca soube se era só isso que me fazia querer estar ali.
Foi então que tentei me lembrar de como eu conversava com você e BUM ! A ficha caiu: Meu Deus, eu realmente conversei com ela! . Agora isso me parece um absurdo, uma realidade tão distante, como se aquele que falou com você já não fosse mais eu. (Talvez não seja.)
Mas em que ponto me distanciei daquele que eu mais antigo? Quantos eu existo entre ele e o de agora?
É engraçado pensar nisso…
Bateu uma saudade sincera das nossas conversas, principalmente das mais procuradas. Lembro-me de uma que foi quase nossa terapia semanal, aquele carro quebrado em um lugar deserto. Lembro que você gostou da conclusão de que eu estava naquela situação.
Senti falta também dos seus poemas e de como eu me impressionava “facilmente” com eles. Lembrei daquela coisa sobre o pássaro morto.
E de outra coisa também: sabe aqueles versos que havia no início de uma música que você gostou tanto? Queria lembrar qual era. Ouvir você recitá-los de novo. Guarde na memória o jeito como puxava o “s” de algumas palavras (não me lembro se você realmente fez isso). Mas, ao pensar nisso, quase posso ver sua boca pronunciando cada uma delas. Inclusive, lembro-me de quando ouvi você dizer “sintaxe” naquela primeira conversa sobre gramática, puxando o “x”. Eu também gostei.
Ao pensar nisso, quase posso ver sua boca pronunciando cada uma dessas palavras.
Engraçado como certas lembranças nos encontramos em momentos aleatórios. Talvez seja só isso: lembranças que vêm e vão, trazendo um sorriso breve antes de seguirem seu caminho.

메타데이터
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