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Naquele momento, meu corpo era cansaço e regeneração.

E meu pensamento foi desenhando os meus pés, as minhas pernas, meu quadril e minha cintura, meu abdômen, meu tórax e a minha coluna; meus…

Pensa-Mentos · 2023-03-28 12:07 · 0 claps · 1.4 min read
#imago
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Relaxamento final

Naquele momento, meu corpo era cansaço e regeneração. E enquanto eu tentava me conscientizar dos meus membros externos e internos, com o objetivo de deixá-los tranquilos, de repente eu senti o peso e a leveza, meu organismo atravessando uma espécie de sensação que cotidianamente não é comum.

E meu pensamento foi desenhando os meus pés, as minhas pernas, meu quadril e minha cintura, meu abdômen, meu tórax e a minha coluna; meus peitos e minha clavícula, meus ombros, troncos, braços, mãos, cabeça e todo o restante.

Mas aí eu vaguei… guiado pela instrução de seguir um mantra pessoal; eu na verdade, decidi orar. E minha oração era como um diálogo comigo. Eu já estava em outro plano, e em meu devaneio fui esclarecendo alguns pontos comigo mesmo. Pedi que eu me perdoasse. Pedi também que eu o perdoasse. Porquê nada mais poderia ser feito, que eu já não havia tentado, a não ser perdoar e fazer as pazes com as minhas intenções.

Dali eu fui despencando em cores que apenas foram fluindo, como numa mistura de caldas flutuando na minha mente. Não era um azul-celeste, mas um azul escuro e profundo, se roçando com um branco-gelo, que formavam arcos de cores. De repente, um cântico toma o ambiente e quando me dou conta as cores vão se entornando por trás de mim, como se agora me estabelecesse outra forma. Uma espécie de transmutação.

No começo eu não sabia bem o que era aquela aquarela, mas aos poucos fui me dando conta do movimento e me reconhecendo como um imago. A ideia não estava tão clara, mas as asas de borboleta estavam prontas e eu sabia que agora eu poderia voar com elas.

Voei sem sentido, deixando minha fantasia me apoiar. Até avistar a primeira flor que o mantra entoando externamente me trouxe. Ali eu soube que a representação era tão simbólica quanto a recíproca era verdadeira. Eu tinha que polinizar outras flores. Mas antes uma luz me convidava ao alimentar no meu corpo animado, era a luz solar.

Então, eu beijei o sol e fui inevitavelmente preenchido por uma luz dourada incandescente para sobrevoar jardins com pólens brilhantes… até a hora de voltar, reconhecida ao soar vocal do nosso instrutor de Yoga.


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