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Não é apenas o cristianismo que exige mudanças de vida(parte 1)— Refutação utilizando como via…

INTRODUÇÃO

Sociedade de Nalanda. · 2024-10-12 16:01 · 0 claps · 13.4 min read
#budismo #artigos #filosofia #refutação #sutta
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Não é apenas o cristianismo que exige mudanças de vida(parte 1)— Refutação utilizando como via alguns elementos do nobre caminho óctuplo

Buddha e alguns Bhikkhus

Buddha e alguns Bhikkhus

INTRODUÇÃO

Este artigo será extremamente longo, pois vou tratar de princípios dentro do budismo e até mesmo, se conseguir, alguns pontos do taoismo. Este artigo tem como base a seguinte afirmação de uma postagem do Instagram: “O mundo aceita bem todas as religiões, só não aceita o evangelho, porque o evangelho exige mudanças de vida…” o primeiro ponto “o mundo aceita bem todas as religiões” também é falso, porém, não será o tópico deste artigo e nem precisa de muita coisa, basta ver a história de um monge que ateou fogo em seu próprio corpo, como forma de protesto contra o governo da época.

O QUE É O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO?

O Buddha demonstra o nobre caminho óctuplo como um caminho que foi redescoberto:

“É como se um homem caminhando por uma trilha na floresta, se deparasse com um caminho antigo, uma estrada antiga, utilizada por pessoas em tempos passados. Ele a seguiria. Seguindo-a ele encontraria uma antiga cidade, uma antiga capital habitada por pessoas em tempos passados, completa com parques, bosques e lagos, murada, encantadora. Ele se dirigiria ao rei ou ao seu ministro dizendo, ‘Senhor, você deveria saber que caminhando por uma trilha na floresta eu vi um caminho antigo…. Eu o segui…..eu vi uma antiga cidade, uma antiga capital…. completa com parques, bosques e lagos, murada, encantadora. Senhor, reconstrua essa cidade !’ O rei ou o seu ministro reconstruiria a cidade de modos que ela se tornasse poderosa, rica e com boa população, madura e próspera.

“Da mesma forma eu vi um antigo caminho, uma antiga estrada, trilhada pelos iluminados de tempos passados. E qual é esse antigo caminho, essa antiga estrada, trilhada pelos iluminados de tempos passados? É este nobre caminho óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta. Esse é o antigo caminho, essa é a antiga estrada, trilhada pelos iluminados de tempos passados. Eu segui esse caminho. Seguindo-o, cheguei ao conhecimento direto do envelhecimento e da morte, conhecimento direto da origem do envelhecimento e da morte, conhecimento direto da cessação do envelhecimento e da morte, conhecimento direto do caminho que leva à cessação do envelhecimento e da morte. Eu segui esse caminho. Seguindo-o, alcancei o conhecimento direto do nascimento …. ser/existir … apego …. desejo … sensações … contato ….. as seis bases dos sentidos …. mentalidade-materialidade (nome e forma) …. consciência, conhecimento direto das formações, conhecimento direto da origem das formações, conhecimento direto da cessação das formações, conhecimento direto do caminho que leva à cessação das formações. Tendo o conhecimento direto disso, o revelei para bhikkhus, bhikkhunis, discípulos leigos, para que esta vida santa se torne bem sucedida e próspera, extensa, popular, expandida, bem proclamada entre os devas e humanos. — SN XII.65

Dizer que apenas o cristianismo exige mudanças em sua vida é como desconsiderar alguns elementos do caminho, como a virtude(Linguagem correta, modo de vida correto e ação correta.), concentração(Esforço correto, atenção plena correta, e concentração correta) e sabedoria(Entendimento correto e pensamento correto)

Vamos abordar alguns elementos específicos do caminho.

E a iluminação é alcançada por aqueles que seguem o nobre caminho óctuplo:

Em qualquer doutrina e disciplina em que o nobre caminho óctuplo não seja encontrado, nenhum contemplativo da primeira … segunda … terceira … quarta ordem [que entrou na correnteza, com um retorno, sem retorno, ou arahant] é encontrado. Agora, Subhadda, neste Dhamma e Disciplina o nobre caminho óctuplo é encontrado, contemplativos da primeira … segunda … terceira … quarta ordem são encontrados. O nobre caminho óctuplo é encontrado nesta doutrina e disciplina e exatamente aqui existem contemplativos da primeira … segunda … terceira … quarta ordem. Essa outras seitas estão desprovidas de verdadeiros contemplativos; mas se nesta, os bhikkhus viverem a vida com perfeição, o mundo não ficará vazio de Arahants.” — DN 16.5.27

Portanto, não é apenas o cristianismo que exige mudanças em sua vida.

Vamos começar a abordar alguns elementos do caminho.

ENTENDIMENTO CORRETO

Primeiramente, citaremos a visão/entendimento correto para introduzir neste tópico, Buddha falará que o entendimento correto é a compreensão do sofrimento, a origem do sofrimento, a cessação do sofrimento e o caminho que leva a cessação do sofrimento(**SN XLV 8**)

De acordo com Thich Nhat Hahn, o venerável Shariputra explicou que a Visão Correta envolve a capacidade de identificar, entre os quatro tipos de nutrientes, aqueles que consumimos e que resultaram no surgimento de certas condições em nossa vida. Shariputra descreveu a Visão Correta como a habilidade de distinguir entre raízes saudáveis (kushala mula) e raízes prejudiciais (akushala mula). Se você vivee em um ambiente onde sua semente de lealdade é nutrida, você se tornará uma pessoa leal, o primeiro ponto de uma mudança de vida, porém, se for a semente da traição que estiver sendo alimentada, você pode acabar traindo até mesmo aqueles que ama. Podemos até mesmo fazer uma relação deste primeiro ramo com as percepções(sañña), pois, para atingir a verdadeira natureza das coisas, é necessário transcender os conceitos, indo além de suas percepções. O caminho que transcende o pensamento conceitual é “nenhuma ideia”, ou seja, ir além das percepções, pois em alguns casos — ou em todos — são errados e/ou equivocados, a verdade e a realidade não podem ser alcançadas enquanto estivermos limitados a ideias.

PENSAMENTO CORRETO

Buddha nos traz uma definição do que é pensamento correto:

E o que é pensamento correto? O pensamento da renúncia, de estar livre da má vontade e de estar livre da crueldade. A isto se chama pensamento correto.” — **SN XLV.8**

Buddha continua, mostrando sobre o cultivo de pensamentos hábeis, mostrando mais uma vez, uma mudança em sua vida:

“E como alguém se torna puro de três formas pela ação mental? É o caso em que alguém não é cobiçoso. Ele não cobiça as posses dos outros, pensando, ‘Ah, que aquilo que pertence aos outros seja meu!’ A sua mente não possui má vontade e as suas intenções estão isentas de raiva: ‘Que esses seres possam estar livres da inimizade, aflição e ansiedade! Que eles vivam felizes!’ Ele tem **entendimento correto e não vê as coisas de forma distorcida: ‘Existe aquilo que é dado e o que é oferecido e o que é sacrificado; existe fruto e resultado de [boas e más ações](https://www.acessoaoinsight.net/caminho_liberdade/acao_correta.php.html); existe este mundo e o outro mundo; existe a mãe e o pai; existem seres que renascem espontaneamente; existem no mundo brâmanes e contemplativos bons e virtuosos que, após terem conhecido e compreendido diretamente por eles mesmos, proclamam este mundo e o próximo.” — [AN X.176](https://www.acessoaoinsight.net/sutta/ANX.176.php.html)**

Thich Nhat Hahn traz algumas práticas que são relevantes para este tema, o primeiro é perguntar a você tem certeza daquilo, por exemplo, se uma corda está em seu caminho e você a confunde com uma cobra, o medo imediatamente tomará conta de seus pensamentos. E você, um zé ruela, sofrerá atoa. E a segunda é: “O que eu estou fazendo?” Que é, basicamente, uma forma de fazer você voltar para o presente, já que alguns tem o costume de viajar para o passado ou para o futuro em um simples ato de lavar pratos.

ATENÇÃO CORRETA

Parafraseando o casa de Dhamma:

Mas o que é Plena Atenção Correta? “Plena Atenção é observar o momento presente tal como ele é. Como percebemos a nós mesmos e o mundo ao nosso redor de forma distorcida, através de padrões de pensamentos limitados e condicionados por ilusões, nossa visão da realidade se torna fragmentada e confusa. A prática da plena atenção nos ensina a deixar de lado, temporariamente, todos os conceitos, imagens, julgamentos, comentários mentais, opiniões e interpretações. Uma mente atenta é clara, precisa, equilibrada e organizada. Ela funciona como um espelho, refletindo sem distorcer tudo aquilo que se apresenta diante dele” (Oito Passos Conscientes para a Felicidade).

No artigo eles levantam um ponto que é interessante, na maior parte do tempo, as nossas mentes estão presas ao passado ou ao futuro, e acaba nos prendendo em memórias ou no futuro — causando até mesmo uma ansiedade — gerando assim um sofrimento desnecessário.

Sobre a atenção correta, Buddha fala o seguinte:

“E o que é atenção plena correta? (i) Aqui, bhikkhus, um bhikkhu permanece contemplando o corpo como um corpo — ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (ii) Ele permanece contemplando as sensações como sensações — ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (iii) Ele permanece contemplando a mente como mente — ardente, plenamente consciente e com atençção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (iv) Ele permanece contemplando os objetos mentais como objetos mentais — ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. A isto se denomina atenção plena correta. — SN XLV 8

Buddha continua:

“Este é o caminho direto para a purificação dos seres, para superar a tristeza e a lamentação, para o desaparecimento da dor e da angústia, para alcançar o caminho verdadeiro e para a realização de Nibbana — isto é, os quatro fundamentos da atenção plena.” – MN 10

FALA CORRETA

Buddha dá a definição e ele dirá o seguinte:

“E o que é a linguagem correta? Abster-se da linguagem mentirosa, da linguagem maliciosa, da linguagem grosseira e da linguagem frívola. A isto se chama linguagem correta.” *SN XLV.8*

Assim como os cinco elementos para a fala correta, mostrando que, querendo ou não, haverá uma mudança em sua vida, pois exigirá a atenção plena para isso;

“Bhikkhus, um enunciado dotado com estes cinco elementos é bem falado, não é mal falado. Não será passível de crítica e censura pelos sábios. Quais cinco? “É falado no momento apropriado. Contém a verdade. Falado com afeição. Falado para trazer benefício. Falado com a mente plena com amor bondade.” AN V.198

Até mesmo alguns assuntos que você deva evitar a falar.

“Enquanto que alguns sacerdotes e contemplativos, vivendo de alimentos dados em boa fé, estão habituados a falar de tópicos inferiores tais como estes — falar sobre reis, ladrões, ministros de estado, exércitos, alarmes e batalhas; comida e bebida, roupas, mobília, ornamentos e perfumes, parentes; veículos; vilarejos, vilas, cidades, o campo; mulheres e heróis; as fofocas das ruas e do poço; contos dos mortos; contos da diversidade (discussões filosóficas do passado e futuro), a criação do mundo e do mar e falar sobre a existência ou não das coisas — ele se abstém de falar de tópicos inferiores tais como esses. Isto, também, é parte da sua virtude. “Enquanto que alguns sacerdotes e contemplativos, vivendo de alimentos dados em boa fé, estão habituados a debates tais como estes — ‘Você entende esta doutrina e disciplina? Eu sou aquele que entende esta doutrina e disciplina. Como pode você entender esta doutrina e disciplina? A sua prática é incorreta. Eu pratico corretamente. Eu sou consistente. Você não é. O que deve ser dito primeiro você fala por último. O que deve ser dito por último você fala primeiro. O que lhe tardou tanto tempo para pensar foi refutado. A sua doutrina foi derrubada. Você está derrotado. Vá e tente salvar a sua doutrina; solte a si mesmo se você puder!’ — ele se abstém de debates tais como estes. Isto, também, é parte da sua virtude.” DN 2

Ajahn mudito em uma das suas palestras ele diz que se você espera silêncio na mente você não pode negligenciar o silêncio verbal, não que seja proibido falar, mas ser capaz de fazer silêncio, mesma coisa em relação a não parar de pensar, mas fazer silêncio. explorando um pouco mais você pode até refinar isso mais, colocar o silêncio corporal, se veste de maneira discreta, não se senta de maneira errada, não se comporta de maneira que chama a atenção dos outros, não pega um caminho diferente. Igual os monges, você se veste igual os monges, não se veste diferente deles, não tenta ser o mais “austero” que eles, as vezes eles pegam isso com uma forma de vaidade “ain, ele é mais austero e etc”, como uma tentativa de humildade, sendo que a humildade neste caso é não chamar atenção. O pessoal acha que isso é ser humilde mas acaba sendo vaidoso, não faz barulho quando você pega os itens, quando você come, você não faz barulho, não tenta chamar atenção.

Parafraseando ajahn mudito

A gente fala “fala correta”, a fala correta fala sobre não dizer mentiras, não falar grosserias, não usar uma linguagem maliciosa, não falar antes da hora, falar atoa e etc, se usar o ponto de vista pode se demonstrar a mesma coisa do comportamento e etc, não agredir os outros com o seu comportamento corporal. um exemplo é a pessoa entrar em um cômodo sem querer e com vergonha a pessoa começa a fingir que está procurando algo, se quiser refinar a prática tenha um comportamento, tem que ser discreto e honesto, quando você se senta você se senta, quando você entra no quarto você entra no quarto

Como diz o Ajahn Mudito, para desenvolver fala correta é interessante treinar em silêncio, treinar em fazer silêncio, a partir daí você vai construindo fala correta, como “nessa hora eu falo”, se aquilo foi útil ou não, correto ou não. Estar em meio as pessoas e fazer silêncio é interessante, mas é usando bom senso, porém, se alguém te perguntar algo responda o mínimo possível, você não conversa algo mais do que absolutamente necessário, isso ajuda com a vaidade e a ansiedade das pessoas gostarem de você, ganhar simpatia de você e etc, vai ficar em silêncio e aceitar o que as pessoas pensam sobre você. Mas nem sempre o silêncio vai ser “útil”, vai fazendo testes e etc, por exemplo: em um trabalho onde todos ficam tensos, faz uma piada, uma bobagem e etc, haverá um propósito, não é uma linguagem frívola, pois a ideia é aliviar a tensão, ora desarmar e etc.

Um exemplo:

“Você viu sobre aquilo? Vi. O que você acha? Não sei, não conheço sobre o assunto”.

AÇÃO CORRETA

Falando sobre a ação correta eu vou citar indiretamente alguns preceitos. Buddha falará o seguinte sobre a ação correta:

“E o que é ação correta? Abster-se de destruir a vida, abster-se de tomar aquilo que não for dado, abster-se da conduta sexual imprópria. A isto se chama de ação correta.” *SN XLV.8*

Thich Nhat Hahn complementará este tópico demonstrando os cinco treinamentos da atenção plena, o que vou tentar elaborar rapidamente, o primeiro treinamento consiste em reverenciar a vida, segundo se tratando da generosidade, o terceiro sobre a responsabilidade sexual, o quarto referente a consumir de forma consciente.

Buddha também fala em dois suttas sobre a habilidade de uma pessoa que segue a vida leiga e a vida santa

Uma vida vivida com habilidade

“Tendo seguido a vida santa e de posse do treinamento e estilo de vida de um bhikkhu, abandonando tirar a vida de outros seres, ele se abstém de tirar a vida de outros seres; ele permanece com a sua vara e arma postas de lado, bondoso e gentil, compassivo com todos os seres vivos. Abandonando tomar o que não seja dado, ele se abstém de tomar o que não é dado; tomando somente aquilo que é dado, aceitando somente aquilo que é dado, não roubando ele permanece puro. Abandonando o não celibato, ele vive uma vida celibatária, vive separado, abstendo-se da prática vulgar do ato sexual.” — MN 27

“E como alguém se torna puro de três formas pela ação corporal? É o caso em que alguém, abandonando matar seres vivos, se abstém de matar seres vivos; ele permanece com a sua vara e arma postas de lado, bondoso e gentil, compassivo com todos os seres vivos. Abandonando tomar o que não seja dado, ele se abstém de tomar o que não é dado; ele não toma, como se fosse um ladrão, os bens e propriedades de outros num vilarejo ou na floresta. Abandonando a conduta imprópria com relação aos prazeres sensuais, ele se abstém da conduta imprópria com relação aos prazeres sensuais; ele não se envolve sexualmente com quem está sob a proteção da mãe, do pai, dos irmãos, das irmãs, dos parentes, que possuem esposo, protegidas pela lei ou mesmo com quem esteja coroada de flores por um outro homem. Assim é como alguém se torna puro de três formas pela ação corporal.”

ESFORÇO CORRETO

Buddha nos dá a definição do que é:

“E o que é esforço correto? (i) Aqui, bhikkhus, um bhikkhu gera desejo para que não surjam estados ruins e prejudiciais que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (ii) Ele gera desejo em abandonar estados ruins e prejudiciais que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (iii) Ele gera desejo para que surjam estados benéficos que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (iv) Ele gera desejo para a continuidade, o não desaparecimento, o fortalecimento, o incremento e a realização através do desenvolvimento de estados benéficos que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. A isto se denomina esforço correto.” — SNXLV.8.

Ajahn Mudito em uma de suas palestras dá alguns insight sobre o assunto:

Como Buddha usava essa expressão “esforço correto” para você se esforçar para abandonar más qualidades mentais e desenvolver boas qualidades mentais, ele escolheu este aspecto(desenvolver boas qualidades) este nome para a prática Ele também aborda essa questão de esforço correto, evitando a austeridade ou a falta de esforço. Muito ou pouco esforço depende da pessoa, este é um aspecto, não consegue fazer mais esforço pois dependendo de causas e condições que seu corpo ou sua mente permitem, isso vai ser nocivo. Certas coisas requerem condições, a realidade está na sua frente, por exemplo, deve ter muito esforço para acender a fogueira, “ain, mas só consigo fazer tanto esforço”, você não conseguirá ascender essa fogueira, apesar de ter seu limite, a realidade diante de você não se importa se você está cansado ou não, se a sua característica é x e não vai fazer tal a fogueira não vai ascender, a fogueira não se importa do seu esforço, o fogo depende de x esforço para você ascender, requer um certo nível, e isso indeoende de quem está fazendo esforço, se você está cansado e etc. Samadhi requer constância e destreza, depende de esforço dependendo do que se opõe, se sua mente é muito confusa, teimosa, rebelde e sempre cai de volta para a sonolência a sua mente requer mais esforço, não há como evitar isso, aos poucos ir aumentando o seu esforço. A sua opção é ir pouco a pouco aumentando a sua capacidade. Deve fazer um esforço para melhorar a mente e resguardar a mente, o que você construiu durante o dia não deve ser jogado fora a noite, por isso as pessoas praticam 10 a 20 anos e não consegue grandes ganhos. Deve ter experiência para avaliar o que é útil e o que não é útil

há também a realidade externa, que é o caso de ascender a fogueira, independente do esforço x a fogueira não está interessada neste esforço, para ter certas experiências dependem de condições, não vem do nada

As pessoas não tem competência emocional para fazer esforço saudável e acabam removendo partes do caminho, se você evita este problema você cria outros problemas, pois você não remove o problema, você “passa” o problema para outro. Buddha mesmo não escolheu não evitar este problema, ele ensina o esforço, a questão do esforço, o esforço extremo, um esforço muito enfático, esforço constante e etc, mas ele também aborda a qualidade do esforço, o produtivo, não o cego, o austero e etc, fazer um esforço sendo inteligente, não sendo um negligente. — Parafraseando o mudito —

Até mesmo Buddha fala com os seus alunos sobre abandonar os elementos incorretos do caminho:

A pessoa faz o esforço para abandonar o entendimento incorreto e penetrar no entendimento correto: Esse é o esforço correto da pessoa…

“A pessoa faz o esforço para abandonar o pensamento incorreto e penetrar no pensamento correto: Esse é o esforço correto da pessoa…

“A pessoa faz o esforço para abandonar a linguagem incorreta e penetrar na linguagem correta: Esse é o esforço correto da pessoa…

“A pessoa faz o esforço para abandonar a ação incorreta e penetrar na ação correta: Esse é o esforço correto da pessoa…

“A pessoa faz o esforço para abandonar o modo de vida incorreto e penetrar no modo de vida correto: Esse é o esforço correto da pessoa… — MN 117


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