O Verso e o Dragão
O corte luminoso abre a frase. Eu, que imaculado com a adaga perfurei o submundo da linguagem, na goela do dragão negro que gritou e o…
O Verso e o Dragão

The winged archangel Saint Michael holding a sword and standing on the head of the devil, who descends into hell, an oval composition, by Anonymous, 17th century
O corte luminoso abre a frase. Eu, que imaculado com a adaga perfurei o submundo da linguagem, na goela do dragão negro que gritou e o som de gerúndio infernal deslizou sobre o punho iluminado.
Sempre me recordando o infinito de nós mesmos — os líricos guerreiros ignorando a norma da palavra, ensinando que o símbolo é fala, o não-dito é forma inconsciente.
Mesmo na ditadura da razão a mente nos escreve assim, sorrindo, nos vê partindo à cova do entender, porque jamais nos sentem caindo com o nosso dragão interior.
메타데이터
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