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Cloud Security Introdução 1 Fundamentos — Nuvem privada, pública, hibrída.

Estou começando uma série de post sobre cibersegurança no ambiente de nuvem. Então, iremos aprender sobre o funcionamento da segurança…

Marcos Sete · 2025-04-27 18:27 · 0 claps · 6.3 min read
#cibersegurança #nuvem #cloud-security #cloud-computing #blue-team
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Cloud Security Introdução 1 Fundamentos — Nuvem privada, pública, hibrída.

Estou começando uma série de post sobre cibersegurança no ambiente de nuvem. Então, iremos aprender sobre o funcionamento da segurança cibernética dentro da cloud, antes de entrarmos nesse tema, na qual, é muito desafiante, precisamos, primeiro, aprender sobre os fundamentos da computação em nuvem.

Mas, antes de tudo, necessito dizer que estou criando esses posts, para podermos aprender juntos, além disso, vou criando os artigos sem ter uma previsão de fim, então essa série pode ter 2 artigos ou 20, dependente do quanto eu acho que posso compartilha conhecimento para aprendermos juntos.

Como eu disse anteriormente, para podermos entrar no mundo da segurança cibernética na nuvem, devemos, antes, aprender os fundamentos da computação em nuvem(cloud computing), então nesse primeiro post vou introduzir os conceitos, terminologias e funcionalidades que existem na nuvem. É importante lembrar, para não se preocupar com a profundida de cada termo, porque eles serão abordados cada um de forma específica nos posts posteriores.

Introdução

Primeiramente, acho interessante entender que antes da computação em nuvem, as empresas mantinham grandes infraestruturas físicas, para o armazenamento de dados, de uma certa forma podemos dizer que elas mantinham os seus próprios data centers. Então, as organizações custeavam todo o capital para construir data centers para o armazenamento em massa de dados, além disso, havia gastos com manutenção, serviços, etc.

Então, começou a existir, aquilo, na qual chamamos hoje de computação em nuvem, as empresas que trabalham oferecendo os serviços de nuvem são geralmente conhecidos como Cloud Service Provider(CSP) ou em português, provedor de serviço de nuvem. Os CSPs são organizações, na qual arcam com o capital para construir grande data centers, ficam responsáveis, pela manutenção, contratação de profissionais de TI, etc. Então, com toda essa infraestrutura física montada, eles vendem os recursos computacionais, como, por exemplo, alto poder de processamento, armazenamento, como serviços ao usuário final. Mais adiante iremos estudar como funciona esses serviços vendidos pelas CSPs que nos leva a consumir os recursos desses data centers.

Então, acredito que nessa altura do “campeonato” fica evidente que não existe nenhuma mágica por trás do termo nuvem. Assim, nuvem é um termo usado para designar uma infraestrutura física e serviços digitais, na qual são oferecidos por um cloud service provider a seus clientes.

Ainda dentro dessa apresentação da computação em nuvem, acredito que é válido definirmos alguns termos importantes que iremos usar posteriormente. Na qual são eles:

Zona

Zone, ou em português Zona é um termo usando em um ambiente de cloud para designar uma área, na qual existe um ou mais data centers.

Região

Region, ou em português região, é uma palavra usada para designar uma área com grande concentração de zonas. Também podemos usar esse termo para fazer referência geográfica, na qual as zonas estão instaladas.

Domínio de Falha

Domínio de Falha (Failure Domain) é uma área lógica ou física da infraestrutura de nuvem (como servidores, data centers, zonas ou regiões) projetada para conter falhas, garantindo que, se um componente falhar, os outros continuem operando normalmente, evitando indisponibilidade dos serviços oferecidos pelos provedores de nuvem (CSPs).

Redundância

Redundância no contexto da nuvem é a prática de copiar e distribuir dados, aplicações, visando mantê-los seguros e disponíveis, caso ocorra alguma falha.

Latência

O tempo, na qual dados trafegam de um servidor para uma aplicação e vice-versa é chamado de latência, no contexto da nuvem, a latência é muito importante.

Após definir os termos acimas vamos para a próxima etapa.

Tipo de infraestrutura

No ambiente de computação em nuvem, existe o conceito de cloud deployment models. Na qual é muitíssimo importante. Ele nos diz, que existem modelos de implementação da infraestrutura de nuvem, tanto no quesito físico quanto digital, na qual, busca atender as necessidades dos clientes, no aspecto de privacidade, acesso, gerenciamento, custo, etc.

Assim, o cloud deployment models, nos oferece alguns modelos de implementação, na qual são eles, público, privado, híbrido e por fim multi cloud. Vamos estudar cada uma dessas infraestruturas, para entendermos melhor.

Modelo Público

Nesse modelo de infraestrutura, nós temos uma palavra- chave que descreve como ele funciona e ela é multilocatário. Ou seja, todo o ambiente de nuvem, por exemplo, a implementação física da nuvem, será usada por vários locatários, ou cliente, assim, teremos mais de um cliente consumindo o mesmo recurso do ambiente em nuvem. Para exemplificar, podemos dizer que o poder de processamento de um servidor é usado por vários usuários ou podemos dizer que um data center armazenada dados de vários clientes, assim dentro dele, existem vários tipos de dados armazenados e diferentes clientes, ou seja, o ambiente é público. Mas fique tranquilo, existe variados protocolos de defesa, na qual garante a segurança dos dados em um ambiente multilocatário.

Modelo Privado

A infraestrutura de nuvem privada é o modelo, na qual destina todo o recurso de infraestrutura física e digital da computação em nuvem para apenas um único cliente ou organização. Assim, todos os benefícios, na qual a nuvem traz é usufruído por apenas um cliente. Existem dois modelos de nuvem privada;

On-premises(Local)

Nesse modelo, nós temos, então, todo o recurso computacional como, por exemplo, armazenamento, processamento, redes destinado para um único cliente, porém, toda a infraestrutura física é mantido no local da empresa. Ou seja, a empresa possui um ambiente montado por ela, na qual toda a infraestrutura física da computação em nuvem é mantida. Assim, nesses casos, a organização arca com o custo de capital, manutenção, profissionais de TI.

Hosted Private Cloud(Hospedada por Terceiros)

Como no modelo on-promises, todos os recursos ainda são consumidos por um único usuário, cliente, organização, porém, em vez, de manter toda uma infraestrutura física no local, eles contratam um cloud service provider, assim o CSP fica responsável, por gerenciar, manter os data centers para a empresa, enquanto, ela somente paga pelo que consome. Mas é importante deixar claro, que toda a infraestrutura física é mantida e gerenciada pelo CSP para um único usuário.

NOTA: Nuvem privada é um modelo relacionado intimamente com o conceito de um único locatário. Além disso, acredito que é importante destaca que esse modelo de nuvem privado, é geralmente usado por empresa com considerações regulatórias e compliance

Modelo Híbrido

Nesse modelo, nós temos as empresas usando os dois tipos de infraestrutura, ou seja, elas usam a nuvem privada e pública, geralmente as organizações usam o modelo híbrido para usufruir tanto dos benefícios do modelo privado quanto do modelo público.

Multi Cloud

O modelo multi cloud é um modelo, na qual, as empresas usam mais de um CSP ao trabalhar no ambiente de nuvem, assim elas repartem as suas necessidades de processamento, armazenamento, redes, etc. Em diferentes cloud service provider.

Agora que definimos o que é cloud deployment models e exploramos os modelos mais conhecidos, agora vamos falar um pouco dos benefícios que a nuvem traz.

Cinco Principais Benefícios da Nuvem

Menor tempo de lançamento

Como as empresas não vão gastar tempo e recursos financeiros construindo um data center local, na qual, posteriormente pode gerar problemas, mas sim, usará a nuvem, na qual já está tudo pronto, isso pode ser traduzido em maior velocidade no lançamento de aplicativos.

Escalonabilidade

Na parte de escalonabilidade devemos entender como é fácil escalar a quantidade de armazenamento que é necessário para guardar os nossos dados, porém, o inverso também é verdade, podemos, retirar com mais facilidade essa quantidade de armazenamento se o nosso trabalho não exigir. Assim, não iremos gastar comprando cada vez mais hardware de armazenamento, porém, sem saber o que fazer com eles, quando não forem mais uteis. Usando a nuvem, podemos, então, economizar mais tempo, esforço e dinheiro.

Economia

Com a nuvem pode acorrer economia de recursos financeiros. Fazendo uma comparação de custos entre manter servidores locais ou usar a nuvem para guardar dados, usar a nuvem sai mais barato. A nuvem usa o modelo de custo baseado apenas nos recursos que usa, também denominado OpEx.

Acima citei alguns benefícios que a nuvem pode trazer ao usuário. Porém, não só de benefícios vive a nuvem, então, por causa disso, vou deixar no fim deste post um PDF ressaltando as limitações. É importante também avisar que as limitações são exemplificadas usando o Google Cloud. Deixando tais coisas claras, vamos falar, sobre as principais categorias de recursos do ambiente de nuvem.

Principais categorias de ferramentas/recursos da nuvem

Computação

A computação é a parte que faz referência aos computadores físicos que estão dentro dos data centers e fazem o processamento de informações. Além disso, parte da computação é a demanda do cliente por mais processamento, ou seja, ele necessita de um computador melhor ou uma quantidade maior para processar um volume de dados. Assim, todo recursos, ferramentas são executados dentro desses servidores, então as empresas não necessita de computadores físicos e podem aumentar e diminuir a demanda de processamento quando quiserem

Armazenamento

Nessa categória lidamos com o armazenamento de dados dos clientes, além da possibilidade dos clientes acessarem esses dados de qualquer dispositivo, o CSP faz isso porque possui uma grande infraestrutura física de armazenamento

Redes

A rede usada pelo CSP, atua diretamente dentro da nuvem, e são executadas por software, por isso elas não precisam de um dispositivo físico. Assim, o design delas podem mudar, sem ter que mecher em dispositivos físicos, redes que rodam na nuvem também trazem a visibilidade do tráfego de comunição.

Esse foi o nosso primeiro artigo sobre cloud security, na qual falamos dos fundamentos da computação em nuvem, na qual é muito importante para entendermos a segurança cibernética dentro do ambiente de nuvem. Porém, ainda existe, muita coisa para falarmos, mas vou deixar para o outro post.

Abaixo vou deixar o link do meu perfil do linkedin:

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Se quiser entrar em contato estou a disposição, será um prazer conversa sobre cibersegurança.


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