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Crítica | Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno

Por Victor Domingos

Corujão Real · 2026-01-22 00:20 · 0 claps · 1.7 min read
#silent-hill #konami #cinema #jeremy-irvine #paris-filmes
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Crítica | Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno

Divulgação/Konami

Divulgação/Konami

Por Victor Domingos

Após 20 anos do primeiro “Silent Hill” dividir opiniões quando lançado nos cinemas, Christophe Gans retorna para dirigir mais um novo ponto de largada para a franquia. Resultando em um filme que nunca atinge sequer 20% do potencial de seu material original, por uma tentativa de simplificar algo complexo para as telas de forma rasa e corrida.

Prometido ao público como uma adaptação responsável e fiel, “Terror em Silent Hill: Regresso Para o Inferno” simplifica e degrada o vasto potencial da história que tem em mãos ao montar uma narrativa que, por sua velocidade e mau uso de recursos — como o desleixado uso da mitologia e referências aos jogos, ou convenções vistas em filmes de terror como “jump scares” e perseguições — se fazem abandonadas ao decorrer do filme por conta de uma apresentação pobre e mal planejada. Posteriormente, dificultando a conexão com qualquer outro sentimento ao assistir o filme, além do tédio.

Jeremy Irvine (James) e Hannah Emily Anderson (Mary) entregam performances interessantes e dignas da tentativa de horror psicológico associado ao trauma que o filme entrega. Porém, ambos os seus personagens não atingem a profundidade que merecem. Em momentos, Mary é reduzida para sintetizar o desenvolvimento de James, que, em meio a tantas ideias e tentativas do roteiro, se perde e se encontra, na mesma frequência que o diretor com o próprio filme, e que no fim só entrega algo imperfeito e frustrante de se assistir.

Mesmo em vista de todos os seus erros, o destaque positivo do filme se faz por outros profissionais como o compositor Akira Yamaoka, que trabalhou não só no primeiro filme como também nos jogos, e, junto do diretor de fotografia Pablo Rosso (REC, Verônica), dá vida com maestria à ambientação sensorial, misteriosa e aterrorizante que a cidade de Silent Hill representa — e que, mesmo mal aproveitada por uma direção narrativa ruim, ainda é linda de se ver.

O novo “Silent Hill” não parece uma grande promessa para se tornar uma franquia, e menos ainda de trazer com ela as grandes histórias que o universo pode proporcionar para as telonas. Porém, é uma tentativa que, ao menos, seus fãs podem torcer para que faça os mais leigos dos telespectadores se interessarem o suficiente para embarcarem na franquia dos jogos que tantos amam.

Nota: 👑👑

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