A Fome
Estou buscando expandir meu estilo. Se não gostarem de temáticas de terror ou horror, não prossigam. Boa leitura e boa sorte.

Onde a fome encontra o vazio. O primeiro passo para o que não tem retorno.
A Fome
Estou buscando expandir meu estilo. Se não gostarem de temáticas de terror ou horror, não prossigam. Boa leitura e boa sorte.
Invadiu meu peito, rasgou meu coração;
não sou mais humano;
passei pela transformação;
me tornei algo profano?
A vontade humana é como uma bomba nuclear;
machuca, causa destruição e não sabe quando parar.
A fome me consome e cansei de lutar;
está na hora de deixar ela entrar.
Dor;
Injurias;
Terror;
Lamúrias.
Levanto como se nada tivesse acontecido;
ninguém do meu lado;
eu queria ter morrido, ter ido;
mas sei que estou condenado.
O Sol surge no leste,
o piso enegrece.
A luz some, desaparece;
só eu me destaco na escuridão celeste.
No dia seguinte, só uma certeza:
comida na mesa.
Uma xícara de café, tomo de má-fé.
Xingo, nem sei quem é.
Grito um pouco, rouco.
Coloco eles no seu devido lugar;
eles não são ninguém para me enfrentar.
Estão aqui por filantropia? Que ousadia.
Entro no carro, ele balança,
o banco bate em mim, melhor, na pança.
Um olhar fulminante e amedrontador,
só o suficiente para pisar no acelerador.
Olho para o céu contando bilhões;
não, perdoe-me, aviões.
A viagem é longa e me enche o saco,
não tenho paciência, só jogo buraco.
Chego lá de cara feia;
o chão tremendo ao andar;
todo mundo me olha, a esperar;
subo lá e começo a falar.
O tempo passa e eu não.
Fazer aquilo não é passatempo, é obrigação.
Não aceno e nem cumprimento;
no final, eu nem sinto meu coração.
Ajeito o terno e a gravata,
a roupa parecendo uma bata;
olho a hora, quero ir embora,
vamos, acaba logo, que demora!
Mais mil destinos,
mais mil hinos,
mais mil ensinos,
mais de mil inquilinos.
Chego no palácio e começo a sorrir,
chegou a hora da diversão.
Ligo o meu telão;
mulheres cativantes e simplórias a rir.
Eu não sou ignorante, sou importante;
não sou solitário, sou solidário;
não sou faminto, sou distinto;
não sou imoral, sou fenomenal.
Vou dormir, acompanhado dela,
o sentimento que em mim hiberna.
Papai deve estar orgulhoso lá do céu,
me tornei o seu maior troféu.
Eu, um sonho diferente, algo interessante;
voz grave, pele avermelhada, olhos escuros.
Ele diz que sou importante,
me alisa com seus cascos duros:
“Finalmente te encontrei, apesar do seu tamanho;
vamos nos divertir um pouco, senhor,
talvez tomar um banho;
há um lugar em minha casa lhe esperando”.
Horrorizado e amedrontado, fico gago,
pergunto quem ele é e o que quer.
Ele abriu a boca e começou a falar,
fazendo meu sangue gelar:
“Sou seu maior admirador,
você é de fato encantador, tem aviões, mansões e bilhões,
mas no final é tão vazio quanto seu professor,
aquele homem que destruiu tantos corações”.
Suas veias ferviam, sua pele queimava,
a figura o olhava e gargalhava:
“Eu sou o seu destino final;
seu pai o espera na minha terra natal”.
Ele abriu os olhos, assombrado;
em desespero, ele correu.
Mas, por sorte ou azar,
na janela ele bateu.
O que vem a seguir, podem imaginar:
a cena não é bonita e nem legal de observar.
Ele está bem pessoal, está dormindo;
a fome insaciável, finalmente sumindo.
메타데이터
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