O ÚLTIMO TESTE
Copa Libertadores da América 2012: Corinthians 1 x 1 Santos
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Danilo comemorando o gol de empate do Corinthians. Foto: Leandro Moraes/UOL.
Copa Libertadores da América 2012: Corinthians 1 x 1 Santos
Noventa minutos separavam o Corinthians de sua primeira final de Libertadores de sua história. Seria um jogo difícil, afinal, tratava-se do poderoso time do Santos, campeão em 2011 comandado por Neymar e Ganso, os principais nomes do futebol brasileiro no ano. É claro que havia a pequena vantagem de ter vencido o primeiro jogo na Vila Belmiro, mas todo cuidado era pouco. Jogando em casa, o time do Santos teve as melhores chances, que só não foram convertidas por conta de mais uma atuação espetacular de Cássio.
Os primeiros 45 minutos de jogo no Pacaembu foram tensos, com poucas chances de gol. Mas muita coisa poderia acontecer, principalmente pelo lado santista, já que Neymar, o grande craque do time, poderia desequilibrar a partida a qualquer momento. E foi justamente dos pés do camisa 10 que saiu o primeiro gol da partida. Um gol que poderia colocar um ponto final no sonho do Corinthians de chegar em sua primeira final.
No início da segunda etapa, não deu tempo dos torcidores ficarem nervosos com o resultado adverso. Logo aos dois minutos, Danilo foi decisivo mais uma vez e empatou o jogo, e a partir dali a ansiedade começava a tomar conta de todos. Seriam longos 40 minutos de muita concentração e entrega até o apito final. O Corinthians ainda teria algumas poucas chances de virar a partida, mas o empate já seria o suficiente.
E então, o tão esperado fim do jogo. O Pacaembu explodia em festa e, pela primeira vez em seus 100 anos de história, o Corinthians disputaria uma final de Libertadores. Foram trinta e cinco anos de espera desde a primeira participação do time na competição, em 1977.
Foram anos que tiveram grandes times recheados de craques que não conseguiram ter um bom desempenho no campeonato. Anos com eliminações dolorosas contra os maiores rivais, mesmo quando parecia que não tinha como dar errado. E por ironia do destino, praticamente o mesmo time que estava em campo durante o maior vexame do clube na competição no ano anterior, chegava a uma final inédita.
O grande adversário seria o poderoso Boca Juniors, detentor de seis títulos e considerado por muitos o mais forte, tradicional e temido clube a se enfrentar em uma decisão. Mas para o Corinthians, era a final perfeita para o demonstrar sua força.
A concentração do time teria que ser maior do que qualquer outro jogo, já que os primeiros 90 minutos seriam na temida Bombonera, cujo a atmosfera criada pela torcida era de fazer pressão para qualquer um que jogasse lá. E neste tipo de partida, jogadores com muita experiência costumam ser essenciais e decisivos. O Riquelme era a peça chave do time argentino, e o Danilo, a do Corinthians.
Mas, para o espanto dos 50 mil torcedores que estavam na Bombonera naquele dia 27 de junho, nenhum deles seriam o nome do jogo.
Por William Araújo
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