A volta pra casa
Parecia ser um fim de dia como outro qualquer, eu e meus amigos estávamos rindo e conversando dentro do metrô. Íamos os três de pé, os…

A volta pra casa
Parecia ser um fim de dia como outro qualquer, eu e meus amigos estávamos rindo e conversando dentro do metrô. Íamos os três de pé, os assentos já tinham sido ocupados, tinha sido um dia agradável de outono, o calor finalmente tinha amenizado e tudo parecia calmo e tranquilo, até aquele momento, fico me perguntando o que mais eu faria se soubesse que depois daquele dia todas as nossas vidas mudariam tão drasticamente.
Um homem de sobretudo embarcou naquela estação, assim que o trem começou a andar o tal homem começou a murmurar algo como uma oração, chamando a atenção das pessoas, que o olhavam torto ou riam de seu estranho comportamento. Logo me esqueci daquela estranha figura, voltando a conversar com meus amigos, mas de repente seus murmúrios se tornaram mais fervorosos, até chegar a um clímax onde todas as luzes se apagaram assim que o indivíduo caia de joelhos no chão. Logo percebi que não apenas as luzes pifaram, mas o trem tinha parado e os celulares ficaram mudos.
Dentro do trem se instaurou o caos, gritos e as pessoas correndo para as portas, que ainda estavam fechadas, querendo sair o mais rápido possível, mas assim que observamos mais atentamente foi possível ver uma névoa avermelhada que encobria lentamente todo vagão, já não tínhamos certeza do que era seguro, permanecer no vagão ou se atirar naquele nevoeiro bizarro.
As pessoas começaram a discutir, uns querendo sair e outros impedindo dizendo que não era seguro, todos achando que tinham razão, e não percebemos que as pessoas começaram a sumir, até um uivo ou sei lá o que foi aquilo que ouvimos, seguida de uma gargalhada sombria e uma voz que dizia.
- Esqueçam, ninguém vai escapar, aqui ou lá fora todos estão condenados.
No mesmo instante ouvimos o vidro de uma das portas se quebrar, um policial com uma lanterna dizendo para todos irem para fora e o seguirem. Conseguimos sair na estação do metrô, mas tudo estava encoberto pela névoa e os uivos/grunhidos eram mais frequentes, embora parecessem longe.
Quase não era possível enxergar, mas percebi mais policiais, bombeiros, que diziam:
- Vão para suas casas, as ruas não são seguras.
Eu e meus amigos nos olhamos, nos separamos e corremos cada um para um lado. Eu consegui chegar na minha casa, não estava tão longe, mas não sei se eles conseguiram, e meu celular completamente morto, era só um peso inútil agora.
História do mesmo universo de Névoa, para quem quiser ler também esta postado aqui no medium.
메타데이터
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