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Resumo do Balaclava Fest 2024

Mas muito bem resumido, pois só vi uma banda e meia

João Carlos Martins · 2024-11-12 14:31 · 5 claps · 3.5 min read
#balaclava #resumo #show #badbadnotgood #dinosaur-jr
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Wiki topics: 🏺 · Archaeology & Anthropology

Resumo do Balaclava Fest 2024

Mas muito bem resumido, pois só vi uma banda e meia

No último dia 11 de novembro, o Balaclava Fest 2024 aconteceu na cidade de São Paulo e levou à loucura a turminha dos conservatórios com os virtuosos do BADBADNOTGOOD, e às lágrimas aquela velha guarda do indie rock que tanto aguardou os professores gagás do Dinosaur Jr.

Conhecido por trazer ao Brasil bandas como **American Football, Warpaint **e tantos outros nomes que não costumam figurar nem no TOP 100 dos manjados eventos musicais anuais, o festival, que já está em sua 14ª edição, cria ótimas e inimagináveis expectativas para a curadoria de 2025.

*A imagem veio cortada, mas foda-se, eu não vou falar de todas as bandas mesmo.

*A imagem veio cortada, mas foda-se, eu não vou falar de todas as bandas mesmo.

BADBADNOTGOOD

O conjunto canadense, formado por, segundo o Wikipédia: Matthew A. Tavares, Alexander Sowinski, Chester Hansen e Leland Whitty; mostrou que não está para brincadeira no que diz respeito a cooptar fãs supostamente entendedores de música para o seu portfólio. Embora seja um grupo de música instrumental, o quarteto — que estava acompanhado por um percursionista e um trompetista, cujo quais não sei os nomes — conseguiu levantar o público com amostras sonoras extremamente contagiantes. Era uma bateção de palmas que chegava até a irritar em certos momentos; o Lulu Santos, provavelmente, se irritaria.

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Apesar da alegria exacerbada, houve momentos em que o conjunto, liderado por seu baterista (provavelmente Alexander Sowinski), realmente solicitou o acompanhamento da plateia. Ele veio à frente do palco uma ou duas vezes, falou um monte de coisa, ensinou a bater as palmas no ritmo certo e, mesmo com o povo perdendo um contratempo aqui e ali, deu pra ver que todo mundo estava feliz, inclusive os musicistas.

*Foto extraída do Instagram dos caras. Não me pergunte quem é quem

*Foto extraída do Instagram dos caras. Não me pergunte quem é quem

TOP 3 MOMENTOS

  • Não chamaram o Tim Bernardes
  • Baterista super carismático, o próprio Bruno Mars do Jazz contemporâneo
  • Belas imagens foram projetadas durante o show

BOTTOM 3 MOMENTOS

  • Os caras tocam em demasia, às vezes fica até previsível o que vai rolar
  • Faltou iluminação no palco, estava tudo muito escuro
  • Não chamaram o Arthur Verocai

DINOSAUR JR.

Aqui é o momento em que se separam as crianças dos adultos. É inegável que a virtuosidade, as harmonias complexas e tudo mais, denotem ao interlocutor o conhecimento técnico da pessoa tocadora de um instrumento; todavia, não há NADA melhor que um clã de amigos (ou não) que se juntam pra azucrinar a sua vida enquanto se divertem a valer. Isto é Dinosaur Jr.

Não, este não é o Julian Casablancas

Não, este não é o Julian Casablancas

O trio comandado pelo idoso maluco, J. Mascis, sob a guarda zelosa de Low Barlow e Emmett Murph entregou TUDO o que qualquer pobrestar quer ver. O show estava previsto para começar lá pelas 21h50, contudo, antes disso, o trio já tinha dado as caras no palco para passar o som. Quer um nível de maluquice maior que esse? Os caras passam o som da banda deles na frente de todo mundo. Assim que chegaram ao palco para o início do espetáculo, a torcida os recepcionou com um belo “Olê, olê, olê, olê! Dino, Dino!”, que arrancou um good night muito carinhoso de Low Barlow. Enquanto ele falava que estavam cansados, pois são tiozinhos e não sei o que lá, tocaram no Chile um dia antes e tudo mais, J. Mascis afinava a sua guitarra à lá caralho, com o volume aberto de suas SEIS caixas Marshall que ficavam empilhadas atrás de si. No vídeo abaixo dá pra ver um dos não raros momentos em que isso aconteceu.

[embed]Embora eu seja contra esse pessoal do celular que fica filmando música inteira, esse vídeo aqui ficou legal

Foi bonito demais ver ao vivo hits como Kracked e Feel the Pain, porém como a velhice se aproxima também de meu corpo cansado, que acordara cedo no dia em questão, acabei não conseguindo ver o show até o fim. Minhas costas doíam, e o horário já beirava o início de uma incrível segunda-feira com trabalho presencial.

Mesmo assim, posso dizer que realizei o sonho de ver esse trio no palco, e fui muito feliz o tempo em que estive ali com meus amigos.

TOP 3 MOMENTOS

  • A errada braba que eles deram ao fim de uma música. Infelizmente não lembro qual foi
  • Low Barlow pedindo um elástico para prender os cabelos e sendo prontamente atendido
  • Palco muito bem iluminado e telões ligados

BOTTOM 3 MOMENTOS

  • Não aguentei ficar até o fim
  • Estava com dor de cabeça
  • E dor nas costas

No frigir dos ovos, os shows foram muito bons. A única coisa que entristece o rolê é a grande concentração de playboy por metro quadrado que o evento costuma angariar. Mas também, com ingresso a mais de R$400, cerveja por R$17, a água a R$11… acho que seria difícil encontrar um público menos estranho por ali. Por sorte, estive sempre na presença de meus camaradas, que também devem ter parcelas desse encontro para pagar nos próximos meses.

Tomara que não venha nada de bom ano que vem.


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