O roteiro humano de Marta num dos jogos mais espetaculares do futebol
Nem mesmo o pênalti perdido foi capaz de minimizar a atuação incrível na final da Copa América e a genialidade da maior jogadora do futebol…
O roteiro humano de Marta num dos jogos mais espetaculares do futebol
Nem mesmo o pênalti perdido foi capaz de minimizar a atuação incrível na final da Copa América e a genialidade da maior jogadora do futebol feminino

Marta na final da Copa América 2025/Reprodução
Numa partida que entrou para história com suas voltas e reviravoltas, num roteiro que só pode ter sido escrito pelos deuses do futebol, uma personagem se consagrou e provou porque possui o título de rainha e ainda consegue jogar em alto nível. Marta Vieira da Silva, em sua última Copa América com a seleção, saiu do banco na final contra a Colômbia e fez o que parecia ser inimaginável.
O jogo caminhava para a vitória e um inédito título das colombianas, num agitado 3x2, quando ela apareceu: já aos 50 minutos do 2º tempo, a Rainha acerta um chute de rara felicidade e marca um golaço, levando a partida para a prorrogação. Um gol é pouco para quem é majestade, por isso Marta tratou de buscar jogo e fazer valer seu reinado, ainda que não precise provar mais nada a ninguém. Após marcar o gol de empate no último minuto do tempo normal, Marta vira o jogo no tempo e coloca o Brasil no caminho do título da Copa América 2025.
Era o roteiro perfeito para a redenção de quem já fez tanto pelo futebol feminino e ainda joga em alto nível aos 39 anos, conduzindo uma geração de novas jogadoras rumo ao título na competição em que as brasileiras dominam, mas quis o destino que o título viria com ainda mais sofrimento. Na reta final da prorrogação, veio o empate colombiano em cobrança de falta, selando a partida num 4x4 elétrico, garantindo a disputa de pênaltis.
Cobranças de pênaltis e clima de tensão no ar, numa final que já era histórica, e entre erros e acertos, a Rainha Marta chegou para a sua penalidade com a chance de dar o 9º título para a seleção feminina na Copa América, tendo a chance de fazer ainda mais história naquele início de noite na altitude de Quito, local da partida. Mas até a Majestade é imperfeita, num roteiro que reservou ainda mais drama, a camisa 10 brasileira bateu mal e desperdiçou a chance. Mas o destino não seria extremamente injusto com quem já tem seis bolas de ouro.
Após mais algumas cobranças dos dois lados, a Colômbia desperdiçou a chance decisiva e o Brasil manteve seu reinado na América do Sul, levando a nona taça para casa e confirmando a grande disparidade do futebol feminino no continente (que merece uma maior atenção, é verdade). Rainha Marta sai da competição muito maior do que entrou, ressaltando sua grandeza e levando para casa mais uma taça na bagagem. A nós, torcedores e admiradores do futebol, admiremos enquanto temos tempo e celebramos a sorte de ter Marta defendendo as nossas cores e ampliando ainda mais a presença do futebol feminino. Viva a Rainha Marta!
메타데이터
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