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O PAPEL DA IGREJA NA RESTAURAÇÃO DE ISRAEL

Douglas Galvão · 2025-03-13 00:17 · 2 claps · 3.4 min read
#igreja #jerusalem #purim #oração #clamor
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O PAPEL DA IGREJA NA RESTAURAÇÃO DE ISRAEL

Esta semana celebramos a festa de Purim, que comemora a vitória sobre o antissemitismo. Deus mudou a sorte e anulou o decreto de morte contra os hebreus por meio da intercessão da rainha Ester (Hadassa). É surpreendente como a maioria de nós, cristãos, lemos o livro de Ester, mas não o pregamos em seu contexto original.

"Vá, reúna todos os judeus que estão em Susã e jejuem por mim. Não comam nem bebam nada durante três dias e três noites. Eu e minhas servas jejuaremos como vocês. Depois disso, irei ao rei, ainda que seja contra a lei. Se eu tiver que morrer, morrerei!" (Ester 4:16 NVI)

Ester representa o corpo de cristãos remanescentes que não ficam indiferentes à perseguição contra os judeus, mas intercedem por eles. Não apenas intercedem, mas também estão dispostos a dar a vida por eles. Quem não está preparado para morrer pelo povo judeu também não está preparado para morrer pelo judeu Jesus.

"Digo a verdade em Cristo, não minto; minha consciência o confirma no Espírito Santo: Tenho grande tristeza e constante angústia em meu coração; pois eu mesmo desejaria ser amaldiçoado e separado de Cristo por amor de meus irmãos, os da minha própria raça, o povo de Israel. Deles é a adoção como filhos; deles, a glória divina, as alianças, a entrega da Lei, o privilégio de adorar a Deus e as promessas. Deles são os patriarcas, e a partir deles se traça a linhagem humana de Cristo, que é Deus acima de tudo, bendito para sempre! Amém." (Romanos 9:1-5 NVI)

Jesus não é apenas a cabeça da Igreja, mas também o Rei de Israel (Lc 2:32; Rm 1:3). A perseguição contra os judeus é, antes de tudo, espiritual. Por isso, é necessário travar uma guerra espiritual com as armas corretas, assim como Ester fez.

Ester jejuou por três dias, o que simboliza a morte, assim como Jesus, que morreu e, ao terceiro dia, ressuscitou. Seu nome foi exaltado acima de todo nome.

Quando nossa carne morre, nossas vestes espirituais se manifestam e a autoridade se destaca. Assim, os principados caem e suas armadilhas são destruídas. Deus deu a Israel uma terra como herança e também um exército para proteger Canaã. Mas à Igreja foi dada autoridade espiritual para guerrear contra o espírito de Hamã, o espírito do antissemitismo/anticristo.

Trazendo para os tempos atuais, isso se manifesta no Hamas e em todos os grupos radicais terroristas islâmicos. Curiosamente, até os nomes Hamã e Hamas possuem semelhanças na escrita e na pronúncia.

O Senhor nos chama a interceder por Seu povo perseguido, pois quem cuida de um judeu está cuidando do próprio Jesus e preparando o caminho para Sua vinda. Quando a Igreja entre as nações amar Israel como Cristo nos amou, então chegará a plenitude dos gentios. O amor de Cristo é sacrificial, e a plenitude dos gentios ocorre quando, como cristãos, estamos dispostos a enfrentar a morte pelo nosso próximo. Assim como Ester declarou: "Se eu tiver que morrer, morrerei."

"Irmãos, quero que entendam este mistério para que não se tornem presunçosos: Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegue a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: ‘O Redentor virá de Sião e afastará de Jacó a impiedade. E esta é a minha aliança com eles quando eu remover os seus pecados.’ Quanto ao evangelho, eles são inimigos por causa de vocês; mas, quanto à eleição, são amados por causa dos patriarcas, pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis." (Romanos 11:25-29 NVI)

Todo intercessor precisa olhar para dentro de si antes de iniciar uma intercessão pelo povo hebreu, na verdade, por qualquer pessoa. Nós, como Igreja, somos um sacerdócio espiritual e, portanto, não podemos carregar preconceitos e culpas em nosso coração, pois, sem santidade, o serviço sacerdotal perde autoridade.

Argumentos como:

"Os judeus mataram Jesus." Isso precisa ser removido do nosso pensamento, pois Isaías 53 nos ensina que Ele Se entregou para a nossa salvação. Se Jesus não tivesse Se entregado, tudo o que foi realizado na cruz teria sido em vão, e não haveria salvação.

O único que pode julgar Israel é o Justo Juiz, Jesus. Quem trata com Israel é o próprio Deus, e não nós. Nossa função é orar, assim como Jesus orou: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem." (Lc 23:34). A culpa já existe, mas falta intercessão. Afinal, foi o próprio Deus quem cegou o entendimento de Israel por um tempo para que a graça salvadora chegasse às nações.

Quando orarmos, veremos muitas células terroristas sendo destruídas, pois a oração traz luz ao que está oculto. Além disso, os olhos de Israel serão progressivamente abertos para Yeshua.

Sem oração por Jerusalém, não haverá paz. Jesus voltará e, quanto mais esse momento se aproximar, mais a Igreja remanescente voltará seus olhos para Israel, pois o Senhor não abandonou Seu povo. A semente biológica de Abraão ainda faz parte dos planos de Deus.

Chag Purim Sameach – Feliz Festa de Purim!


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