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Como a Wells abordou o Virtual Try‑On para devolver confiança à compra online

As decisões e aprendizagens que ficaram depois de pôr uma experiência nova nas mãos dos utilizadores.

Agata Marinho in Caixa Central · 2026-05-14 10:37 · 0 claps · 3.9 min read
#virtual-try-on #wells #óptica #ecommerce #produtos
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Como a Wells abordou o Virtual Try‑On para devolver confiança à compra online

Capa gerada por Inteligência Artificial com base no conteúdo do artigo.

Capa gerada por Inteligência Artificial com base no conteúdo do artigo.

Comprar óculos online sempre exigiu uma dose de confiança que a maioria dos utilizadores não está disposta a dar… A Wells decidiu mudar isso e a equipa de produto da MC Digital foi desafiada a encontrar a melhor forma de o fazer.

Neste artigo partilhamos como abordámos a implementação do Virtual Try-On em ótica solar: as decisões que tomámos, os critérios que nos guiaram e o que estamos a aprender.

Antes de leres, podes experimentar diretamente: Virtual Try-On na Wells →

O problema não era tecnologia…era confiança

Comprar óculos online continua a exigir uma decisão difícil, escolher uma armação sem perceber realmente como fica no rosto. Nesse sentido, a Wells quis reduzir essa incerteza, e a equipa de produto da MC Digital foi desafiada a encontrar a melhor forma de o fazer.

Em ótica, a decisão é profundamente visual. Antes de qualquer especificação técnica, o utilizador quer responder a uma pergunta simples: “Isto fica-me bem?”. A forma do rosto, o estilo pessoal, a cor da armação e a perceção de conforto são dimensões que uma fotografia de produto, por si só, dificilmente consegue resolver.

A pergunta que nos guiou foi simples, e se conseguíssemos aproximar a experiência online da experiência em loja?

Porque começámos por óculos de sol?

Quando o projeto chegou à equipa definido como POC de ótica, havia ainda uma decisão importante a tomar: começar por toda a categoria, ou por uma subcategoria específica?

A escolha recaiu sobre os óculos de sol, não por acaso, mas por raciocínio. Óculos de sol e óculos graduados têm jornadas de decisão distintas, utilizadores com necessidades diferentes e critérios de escolha que não se sobrepõem.

Havia também uma dimensão prática a considerar. Começar por óculos de sol permitia testar e validar uma solução externa de Virtual Try On com o mínimo esforço, entregar valor mais cedo e reduzir o risco antes de escalar. Um scope mais fechado dá exatamente aquilo de que uma boa POC precisa, um sinal limpo, com custo e time to market controlados.

Antes de qualquer linha de código, definimos o que significava fazer isto bem, não em funcionalidades, em princípios.

  • Performance primeiro: A experiência tinha de funcionar em mobile, tablet e desktop sem degradar a velocidade da página.
  • Privacidade por design: As imagens captadas pela câmara não são armazenadas, decisão tomada na fase de requisitos, como posição de princípio.
  • Fallback sempre disponível: Se a câmara não estiver acessível, ou se algo correr mal, há sempre uma alternativa e a experiência degrada graciosamente.
  • Métricas definidas antes do lançamento: Não lançámos para “ver o que acontece”, lançámos com perguntas concretas às quais os dados vão responder.

Como funciona a experiência de Virtual Try-On?

Na prática, o utilizador encontra a funcionalidade logo na listagem de produtos, através de um botão “Experimentar” visível na Product Listing Page. A experiência está também disponível na Product Detail Page de cada armação elegível.

Com um clique, abre-se um modal que ativa a câmara em tempo real. A armação é sobreposta ao rosto e o utilizador pode explorar uma vista 360º do modelo, percebendo volume e acabamento de ângulos que uma fotografia de produto dificilmente conseguiria transmitir.

Caso surja alguma limitação técnica, o utilizador vê uma mensagem alternativa e pode continuar a navegação normalmente.

Imagem exemplo. Screenshot do modal VTO ativo com sobreposição da armação e vista 360º.

Imagem exemplo. Screenshot do modal VTO ativo com sobreposição da armação e vista 360º.

O que os primeiros dados já nos mostram:

Lançar uma funcionalidade é apenas o início. O verdadeiro trabalho começa quando passamos a observar como ela é utilizada no contexto real da jornada do utilizador.

Os primeiros dados do piloto estão agora a ajudar-nos a compreender padrões de utilização, níveis de adoção da funcionalidade e comportamento dos utilizadores ao longo da experiência. Mais do que tirar conclusões definitivas nesta fase, o foco está em garantir qualidade de implementação, robustez da medição e capacidade de aprendizagem contínua.

O piloto permitiu também validar aspetos importantes da experiência, como estabilidade técnica, integração na navegação existente e interesse dos utilizadores em experimentar a funcionalidade em contexto real de compra.

À medida que continuarmos a recolher e consolidar dados, conseguiremos aprofundar a análise e suportar de forma mais informada as decisões sobre evolução da solução.

O que aprendemos com o piloto?

O processo ensinou-nos coisas que os números ainda não capturam.

A definição rigorosa de scope foi um desses fatores-chave, já que permitiu mover rápido posteriormente, ao definir claramente o que estava dentro e fora da POC, focar a equipa no que realmente importava e lançar a funcionalidade sem surpresas.

Ficou também claro que a privacidade não pode ser uma conversa adiada, uma vez que a decisão de não armazenar imagens logo na fase de requisitos simplificou a implementação e eliminou uma camada adicional de risco.

Talvez a lição mais importante seja reconhecer que nem todas as soluções servem todas as categorias da mesma forma e reconhecer isso não é uma limitação, é maturidade de produto.

É nesse enquadramento que o Virtual Try On resolve uma fricção real e específica em ótica solar, mostrando que identificar onde uma tecnologia cria valor genuíno para aquele utilizador, naquela jornada, e implementá-la com critério é o que faz a diferença entre uma feature pontual e uma funcionalidade que fica.

Quais são os próximos passos?

Os próximos passos passam por reforçar a qualidade dos dados e usá‑los para suportar, de forma mais informada, a decisão sobre a evolução da solução. A pergunta que nos trouxe até aqui continua a ser a pergunta certa. “E se conseguíssemos aproximar a experiência online da experiência em loja?”.

**Porque ler sobre experimentar só vai até certo ponto **experimenta e vê o que fica bem contigo →


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