Como a Wells abordou o Virtual Try‑On para devolver confiança à compra online
As decisões e aprendizagens que ficaram depois de pôr uma experiência nova nas mãos dos utilizadores.
Como a Wells abordou o Virtual Try‑On para devolver confiança à compra online

Capa gerada por Inteligência Artificial com base no conteúdo do artigo.
Comprar óculos online sempre exigiu uma dose de confiança que a maioria dos utilizadores não está disposta a dar… A Wells decidiu mudar isso e a equipa de produto da MC Digital foi desafiada a encontrar a melhor forma de o fazer.
Neste artigo partilhamos como abordámos a implementação do Virtual Try-On em ótica solar: as decisões que tomámos, os critérios que nos guiaram e o que estamos a aprender.
Antes de leres, podes experimentar diretamente: Virtual Try-On na Wells →
O problema não era tecnologia…era confiança
Comprar óculos online continua a exigir uma decisão difícil, escolher uma armação sem perceber realmente como fica no rosto. Nesse sentido, a Wells quis reduzir essa incerteza, e a equipa de produto da MC Digital foi desafiada a encontrar a melhor forma de o fazer.
Em ótica, a decisão é profundamente visual. Antes de qualquer especificação técnica, o utilizador quer responder a uma pergunta simples: “Isto fica-me bem?”. A forma do rosto, o estilo pessoal, a cor da armação e a perceção de conforto são dimensões que uma fotografia de produto, por si só, dificilmente consegue resolver.
A pergunta que nos guiou foi simples, e se conseguíssemos aproximar a experiência online da experiência em loja?
Porque começámos por óculos de sol?
Quando o projeto chegou à equipa definido como POC de ótica, havia ainda uma decisão importante a tomar: começar por toda a categoria, ou por uma subcategoria específica?
A escolha recaiu sobre os óculos de sol, não por acaso, mas por raciocínio. Óculos de sol e óculos graduados têm jornadas de decisão distintas, utilizadores com necessidades diferentes e critérios de escolha que não se sobrepõem.
Havia também uma dimensão prática a considerar. Começar por óculos de sol permitia testar e validar uma solução externa de Virtual Try On com o mínimo esforço, entregar valor mais cedo e reduzir o risco antes de escalar. Um scope mais fechado dá exatamente aquilo de que uma boa POC precisa, um sinal limpo, com custo e time to market controlados.
Antes de qualquer linha de código, definimos o que significava fazer isto bem, não em funcionalidades, em princípios.
- Performance primeiro: A experiência tinha de funcionar em mobile, tablet e desktop sem degradar a velocidade da página.
- Privacidade por design: As imagens captadas pela câmara não são armazenadas, decisão tomada na fase de requisitos, como posição de princípio.
- Fallback sempre disponível: Se a câmara não estiver acessível, ou se algo correr mal, há sempre uma alternativa e a experiência degrada graciosamente.
- Métricas definidas antes do lançamento: Não lançámos para “ver o que acontece”, lançámos com perguntas concretas às quais os dados vão responder.
Como funciona a experiência de Virtual Try-On?
Na prática, o utilizador encontra a funcionalidade logo na listagem de produtos, através de um botão “Experimentar” visível na Product Listing Page. A experiência está também disponível na Product Detail Page de cada armação elegível.
Com um clique, abre-se um modal que ativa a câmara em tempo real. A armação é sobreposta ao rosto e o utilizador pode explorar uma vista 360º do modelo, percebendo volume e acabamento de ângulos que uma fotografia de produto dificilmente conseguiria transmitir.
Caso surja alguma limitação técnica, o utilizador vê uma mensagem alternativa e pode continuar a navegação normalmente.
Imagem exemplo. Screenshot do modal VTO ativo com sobreposição da armação e vista 360º.
O que os primeiros dados já nos mostram:
Lançar uma funcionalidade é apenas o início. O verdadeiro trabalho começa quando passamos a observar como ela é utilizada no contexto real da jornada do utilizador.
Os primeiros dados do piloto estão agora a ajudar-nos a compreender padrões de utilização, níveis de adoção da funcionalidade e comportamento dos utilizadores ao longo da experiência. Mais do que tirar conclusões definitivas nesta fase, o foco está em garantir qualidade de implementação, robustez da medição e capacidade de aprendizagem contínua.
O piloto permitiu também validar aspetos importantes da experiência, como estabilidade técnica, integração na navegação existente e interesse dos utilizadores em experimentar a funcionalidade em contexto real de compra.
À medida que continuarmos a recolher e consolidar dados, conseguiremos aprofundar a análise e suportar de forma mais informada as decisões sobre evolução da solução.
O que aprendemos com o piloto?
O processo ensinou-nos coisas que os números ainda não capturam.
A definição rigorosa de scope foi um desses fatores-chave, já que permitiu mover rápido posteriormente, ao definir claramente o que estava dentro e fora da POC, focar a equipa no que realmente importava e lançar a funcionalidade sem surpresas.
Ficou também claro que a privacidade não pode ser uma conversa adiada, uma vez que a decisão de não armazenar imagens logo na fase de requisitos simplificou a implementação e eliminou uma camada adicional de risco.
Talvez a lição mais importante seja reconhecer que nem todas as soluções servem todas as categorias da mesma forma e reconhecer isso não é uma limitação, é maturidade de produto.
É nesse enquadramento que o Virtual Try On resolve uma fricção real e específica em ótica solar, mostrando que identificar onde uma tecnologia cria valor genuíno para aquele utilizador, naquela jornada, e implementá-la com critério é o que faz a diferença entre uma feature pontual e uma funcionalidade que fica.
Quais são os próximos passos?
Os próximos passos passam por reforçar a qualidade dos dados e usá‑los para suportar, de forma mais informada, a decisão sobre a evolução da solução. A pergunta que nos trouxe até aqui continua a ser a pergunta certa. “E se conseguíssemos aproximar a experiência online da experiência em loja?”.
**Porque ler sobre experimentar só vai até certo ponto **— experimenta e vê o que fica bem contigo →
메타데이터
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