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Por um mundo com mais “amo você”!

Tenho um monte de teorias. Elas vivem em transformação. Uma verdadeira metamorfose ambulante. Na verdade, acho que são ideias malucas que…

Ana Paula Batista · 2016-09-29 11:33 · 9 claps · 1.8 min read
#amor #coisas-da-vida #devaneios #caraminholas #cotidiano
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Por um mundo com mais “amo você”!

Foto: Ana Paula Batista

Foto: Ana Paula Batista

Tenho um monte de teorias. Elas vivem em transformação. Uma verdadeira metamorfose ambulante. Na verdade, acho que são ideias malucas que vão se aglomerando. Pois bem… falemos de amor.

Percebo que as pessoas têm uma dificuldade imensa de dizerem que amam umas às outras. Só não sei se a dificuldade é maior do que ouvirem tal declaração. Já ouvi histórias de relacionamentos que desandaram porque um dos envolvidos não soube receber o desejado por uns e temido por outros “eu te amo”. E isso virou lenda cinematográfica. Motivo de piada, até. E as pessoas, como se a vida fosse um jogo de xadrez, seguem calculando cada passo, atitude e fala para não saírem perdendo no grande jogo do amor. Será que só eu acho isso muito chato? Ter que calcular, pisar em ovos com algo que deve ser leve, natural, vir de dentro.

Duas pessoas se juntam por afinidade, conspiração do universo, acidente, ou seja lá por que motivo for. Elas querem estar juntas e vão descobrindo vários interesses em comum. Conforme vão se conhecendo, vai ficando mais gostoso e quando não estão juntas, sentem muita falta um do outro. Cuidam, se importam, pensam um no outro quando toca aquela música deles no rádio, ou quando leem um trecho romântico de um livro. Imaginam como seria uma viagem a dois. Isso não é amor? Por que o “eu te amo” é tão temido?

Fico pensando que esse fenômeno se atribui a uma supervalorização do amor. O conceito de amor como um sentimento praticamente inatingível. O pote de ouro no fim do arco-íris. Não quero dizer que o amor não tenha seu valor. Muito pelo contrário! Apenas acredito que o amor seja simples. Assim como a felicidade que, na minha humilde opinião, é feita das pequenas alegrias de cada dia. Não acredito que amor seja apenas o que é para sempre, muito menos em amor incondicional. Acredito em amor que é cuidado, cultivado. E, a depender desse cuidado, pode sim durar a vida toda ou pode morrer por falta de atenção.

O amor está nas pequenas coisas da vida, nas pequenas doses de afeto e felicidade que muitas vezes passam despercebidas. Por que não estaria presente nas relações de querer bem? Aquele acelerar de coração ao ouvir a voz da pessoa querida do outro lado do telefone, seguido de um sorriso, não seria amor? Por um mundo com menos jogo e mais “amo você”!

Sobre fotografia aqui: http://anapaulabatista.com.br/

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