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“A quem muito foi dado, muito será pedido”

O capítulo XVIII continua abordando a dificuldade de avançar no processo evolutivo e alcançar o progresso moral necessário. Nessa nova…

Vanessa · 2026-05-01 07:50 · 8 claps · 1.5 min read
#espiritismo #allan-kardec #kardec #desenvolvimento-pessoal #mediunidade
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“A quem muito foi dado, muito será pedido”

O capítulo XVIII continua abordando a dificuldade de avançar no processo evolutivo e alcançar o progresso moral necessário. Nessa nova metáfora, é necessário atravessar a “porta estreita” da salvação. Essa é uma tarefa árdua, porque “o homem que deseja transpô-la deve fazer grandes esforços para vencer as suas más tendências e poucos se resignam a isso”. Em contraste, a “porta da perdição é larga”, posto que o caminho do mal costuma ser mais frequentado, uma vez que as más paixões são numerosas e exercem forte influência sobre os homens.

Contudo, o Espiritismo vem nos revelar a existência de vidas anteriores a esta e também a existência de múltiplos mundos. Assim, é dado ao homem compreender que ele não está, necessariamente, condenado a perder-se; ao contrário, são-lhe oferecidas diversas oportunidades para se aprimorar e, eventualmente, passar pela porta estreita.

Aos espíritas, porém, exige-se mais atenção e cuidado. Daí o título do artigo de hoje: “A quem muito foi dado, muito será pedido”. Isso porque a eles foi revelada a lei divina e aquele que a conhece torna-se culpado se não a pratica.

Muitas vezes, contam também com a comunicação dos espíritos para orientá-los na direção correta. Essa direção consiste em nos afastarmos do egoísmo, do orgulho, da cupidez, do ódio e da vingança, buscando ser, a cada dia, um pouco melhores, mais caridosos e indulgentes para com os nossos semelhantes. Eu acrescentaria: também mais amorosos conosco mesmos, porque, às vezes, para amar o próximo, é preciso, antes de tudo, “amá-lo como a nós mesmos”, fazendo disso uma condição indispensável.

Esta semana, fui ajudar um médium e, de todas as consultas que ele realizou durante os trabalhos mediúnicos, pude tirar algum proveito para mim mesma. Esse capítulo fala justamente sobre como, às vezes, as mensagens mediúnicas psicografadas (obtidas por Kardec) serviam aos próprios médiuns que as recebiam e como, com elas, eles também tinham o dever de aprender com elas.

Com isso, reverbera a máxima do capítulo X: “Vedes um argueiro no olho do próximo, e não vedes a trave no vosso”. Não sejamos, esse tipo de espíritas. E, como recorda “Um Espírito Amigo”, sempre há tempo para nos dedicarmos com sinceridade e proatividade a realizar aquilo que o Espiritismo solicita de nós: que atuemos guiados pelo amor e pela caridade. E que, com os demais, partilhemos o abrigo que recebemos da doutrina.


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