Entre tambor, reggae e ancestralidade: Thabata Lorena retorna à Ceilândia no Festival Terreiro de…
Por Thamy Frisselli
Entre tambor, reggae e ancestralidade: Thabata Lorena retorna à Ceilândia no Festival Terreiro de Luiza
Por Thamy Frisselli

Terreiro de Luiza, Cio das Artes, Cerilândia 01–05–26 — Fotos: Thamy Frisselli
A batida do tambor encontrou o grave do reggae, o rap abraçou a capoeira e a praça virou território de encontro popular na Ceilândia. O Festival Terreiro de Luiza segue ocupando o Cio das Artes e transformando a quebrada em palco de memória, arte e movimentação coletiva.

Terreiro de Luiza, Cio das Artes, Cerilândia 01–05–26 — Fotos: Thamy Frisselli






E o Terreiro de Luiza vem sendo exatamente isso: uma grande celebração da presença periférica ocupando os espaços públicos através da cultura.
No segundo dia do festival, a Praça Luiz Gama virou ponto de convergência de diferentes linguagens e corpos em movimento. Da capoeira ao batuque, do rap ao ragga dancehall, o território pulsou em uma programação marcada pela força da cultura preta periférica e pela potência das trocas coletivas.






O festival também marcou a despedida da mestra Janice Boipeba, que retornou para a Bahia após compartilhar seus saberes no DF. Outro momento forte foi a participação da artista Mya Akoma, vinda de São Paulo, conduzindo vivências sobre comunicação, música e mobilização dentro da cultura Rude Girl.








A programação reuniu nomes e coletivos que movimentam a cena independente e periférica do DF:
- Plenária Social Periférica
- DJ Cristyle
- Roda de Conversa com Mestra Mãe Betinha e Mestra Janice, com mediação de Raíssa Torres
- Grupo Àsé Dúdú e Capoeira Àsé Dúdú
- Raízes do Mangue
- Tyson
- Pocket Show Rubens MC
- Dudu Mano
- Thabata Lorena
- DJ SET Rude Gyals
- Mya Akoma
- Encerramento com DJ SET Rubens MC no Beat
Tudo isso dentro do Palmares Quilombo Percussivo, espaço que durante o festival também recebe oficinas ligadas à cultura popular brincante, construção de bonecos gigantes e instrumentos afro-brasileiros.





Ali, o fazer manual vira memória. O corpo vira expressão. E a cultura deixa de ser espetáculo distante para voltar a ser vivência coletiva.
Na Ceilândia, encontros assim têm outro peso. Porque quando a periferia cria seus próprios espaços de circulação, formação e celebração, ela também reafirma sua autonomia e continuidade.
O Festival Terreiro de Luiza segue até o último dia convocando o povo para mais uma roda de encontro — agora ao som do forró, fechando a programação do jeito que a quebrada gosta: perto, quente e coletiva.
메타데이터
- post_id
- fed75b19261d
- slug
- entre-tambor-reggae-e-ancestralidade-thabata-lorena-retorna-à-ceilândia-no-festival-terreiro-de-fed75b19261d
- url
- https://medium.com/@estudioraizes.art/entre-tambor-reggae-e-ancestralidade-thabata-lorena-retorna-%C3%A0-ceil%C3%A2ndia-no-festival-terreiro-de-fed75b19261d
- canonical_url
- https://medium.com/@estudioraizes.art/entre-tambor-reggae-e-ancestralidade-thabata-lorena-retorna-%C3%A0-ceil%C3%A2ndia-no-festival-terreiro-de-fed75b19261d
- author_url
- https://medium.com/@estudioraizes.art
- status
- ok
- fetched_at
- 2026-07-11 05:51:33