O TRIPÉ QUE CRIA O DESIQUILIBRIO BRASILEIRO.
Perna 1 do tripé — Na terça-feira dia 21 de outubro, logo cedo lendo a “opinião” do jornal O Estado de São Paulo, encontro três matérias…

O TRIPÉ QUE CRIA O DESIQUILIBRIO BRASILEIRO.

Perna 1 do tripé — Na terça-feira dia 21 de outubro, logo cedo lendo a “opinião” do jornal O Estado de São Paulo, encontro três matérias que, tenho certeza vêm atrasando a possibilidade real do Brasil se tornar uma potência, até pelas atitudes das “autoridades” que representam os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O primeiro assunto, aborda o desânimo do professor brasileiro que, segundo a matéria está lastreada em uma pesquisa feita pela OCDE — Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, essa organização tem por objetivo a cooperação entre países para ajudar o desenvolvimento econômico sustentável e social.
Muito bem, essa instituição detectou o que qualquer brasileiro pai de família já sabe faz tempo, “os professores brasileiros se sentem desvalorizados, desrespeitados, desestimulados e, portanto, sem ânimo para a profissão.” Esses dados foram capturados por uma pesquisa feita em 17 mil escolas com 55 sistemas de ensino diferentes, onde foram ouvidos 280 mil professores no mundo, incluindo o Brasil.

Os professores brasileiros se sentem “desestimulados” por razões diversas, apenas 14% dos professores se sentam valorizados pela Sociedade, a média da OCDE é de 22%. Os desestimulados professores brasileiros gastam 21% do seu tempo em sala de aula para manter a disciplina, a média mundial é de 15%. Somente 64% dos professores brasileiros têm contrato de trabalho permanente, a média geral é de 81%. Ainda segundo a pesquisa, “tudo isso afeta a qualidade da educação entregue ao estudante brasileiro”, em Cingapura 71% dos professores se sentem valorizados e provavelmente por isso, lidera o ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, também realizado pela OCDE.
Desvalorizado pelo Estado e frequentemente pelas famílias dos estudantes, desrespeitado nas salas de aulas e sob contratos de trabalho precários, o desolado professor brasileiro vai dar aula, desanimado, frustrado e geralmente, sem nenhuma disposição, criando um processo perverso para ambos, professor e aluno.
Segundo consta, no milenar Japão onde o sistema de governo é de monarquia constitucional, o único cidadão que não se curva ao Imperador é exatamente o professor, porque segundo a mesma crença, onde não há professores, não pode haver Imperadores. Pode não ser verdadeira a frase, mas está plena de sabedoria e respeito pela digna profissão de professor.

Perna 2 do tripé — Puxa ia esquecendo os outros dois artigos que versavam sobre os outros absurdos mais recentes. Um dos assuntos é o decreto 12.604 assinado pelo presidente da República ampliando a equipe de apoio ao gabinete presidencial, convertendo a primeira-dama em partícipe na administação, atitude que nos coloca ao nível de paiseco de quinta categoria onde as “otoridades” nomeiam esposas, filhos e adjacentes para os cargos disponíveis. Impossível de ser comentados como coisa séria.

Perna 3 do Tripé — O terceiro assunto segue a mesma linha do segundo, e versa sobre a justiça brasileira que chegou ao seu nível mais duvidoso, considerando que a palavra justiça historicamente trás o pressuposto de igualdade para todos.

메타데이터
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