← Back to list

Você quer aprender com o NOVO!

As novas gerações querem o novo. E se você duvida disso, basta olhar o sucesso do Snapchat, do Histories do Instagram e tantos outros Apps…

Brunno Barranco · 2018-07-13 20:22 · 0 claps · 2.8 min read
#inovação #cognitive-computing #computação-cognitiva #design-thinking #educação
Open on Medium ↗
Wiki topics: PRD · Product Design

Você quer aprender com o NOVO!

As novas gerações querem o novo. E se você duvida disso, basta olhar o sucesso do Snapchat, do Histories do Instagram e tantos outros Apps que trazem uma certa disruptiva maneira das pessoas se relacionarem. E é claro que dentro da Educação isso não seria diferente.

O aluno não quer mais sentar em uma cadeira e assistir passivamente uma aula. Você não faz isso, nem quando está assistindo a sua série favorita no Netflix, imagine durante uma aula. Você sempre dá aquela espiadinha no celular para saber o que acontece no resto do “seu mundo” e as vezes até para conferir algum ponto da história que estão te contando e do qual não lembra.

Isso mostra que queremos fazer parte, interromper para colaborar, se manter dentro do assunto durante e fora da sala de aula, e isso é ótimo pois traz uma aplicação prática ao que está aprendendo.

Ironicamente esse assunto vem causando debates sem fim entre professores e instituições de ensino e nesse artigo eu queria chamar à atenção para um dos pontos que mais influenciam a educação.

Cognificação das Coisas

Acredito que antes de mais nada devemos perceber que estamos vivendo a cognição das coisas, estamos dando inteligência às coisas (Se você não sabe do que estou falando dá uma olhada nesse vídeo do Kevin Keller) e isso permite com que a interação ativa seja um dos pontos mais relevantes da relações, seja entre humanos ou humanos e máquinas. Ou seja, é algo que devemos lidar, pois é algo evidente e inevitável.

Se você é daqueles teimosos e ainda acha que isso não vai acontecer tão cedo na Educação, basta olhar para a o projeto da IBM | Watson com a Pinacoteca do Estado de São Paulo.

[embed]

Indo muito alem dos roteiros gravados sobre as obras em exposição, a pessoa pode literalmente conversar com a obra de arte, fazer perguntas diretas ou não e obter respostas formuladas pela inteligência artificial que foi, e é constantemente, alimentada com informações técnicas, históricas, contexto social, e algumas outras, do período em que a obra foi criada. Criando assim um diálogo ativo e participativo e extremamente personalizado de aprendizado.

E não para por ai. Se prepare pois as novas gerações chegam cada vez mais imersas nesses tipos de tecnologias e dinâmicas. Afirmo isso observando o surgimento de brinquedos educacionais cognitivos, tais como o Cognitoys.

Basicamente são dispositivos inteligentes em forma de brinquedo, no caso um dinossauro, adaptados apenas para crianças com o objetivo de fornecer uma experiência educacional e divertida. Um dos pontos mais interessantes é que o brinquedo não depende de respostas pré-programadas. Isso quer dizer que ele vai aprendendo à medida em que as crianças o usam e fazem as perguntas, se adaptando às respectivas idades, permitindo que eles evoluam ao longo do tempo — assim como as crianças que o utilizam.

Em conclusão, se você acha que não deve alterar o modelo “arcaico” que utiliza para ensinar uma pessoa. Você provavelmente será descartado, como um aparelho obsoleto, por um modelo muito mais moderno, participativo e que as pessoas realmente desejam!

<< Atualização >> Douglas Garcia, depois de ler meu artigo, pontuou uma questão muito pertinente sobre a abrangência dessa questão na prática. Sabendo que eu sempre penso em questões práticas e pé no chão, ele me provocou dizendo que pensando no cenário brasileiro, essa realidade ainda é distante para grande parte da população que vive em situação menos favorecida. Concordo e muito essa pontuação, porém ressalto que não estou falando do que já existe e sim do que está por vir. Lembrando de um aprendizado que tive durante um painel sobre novas tecnologias na Faculdade Belas Artes em 2008 ou 2009 com a mestra Maria Lúcia Santaella, em que ela elucidou dizendo que uma nova tecnologia não aniquila/mata a anterior, mas sim trabalha à partir da anterior, criando uma nova sinergia.

Obrigado por acompanhar meu raciocínio e deixe seu comentário para fomentarmos uma discussão sobre o assunto. Se você ficou curioso para aprofundar no tema ou quer conversar comigo. Basta entrar em contato!

Abraços e Conte Comigo.


메타데이터
post_id
31be380caadd
slug
você-quer-aprender-com-o-novo-31be380caadd
url
https://medium.com/@brunno.barranco/voc%C3%AA-quer-aprender-com-o-novo-31be380caadd
canonical_url
https://medium.com/@brunno.barranco/voc%C3%AA-quer-aprender-com-o-novo-31be380caadd
author_url
https://medium.com/@brunno.barranco
status
ok
fetched_at
2026-07-25 09:10:25