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O BBB26 e seus micropoderes

MULHERES X HOMENS

Copo Sujo · 2026-04-24 21:41 · 51 claps · 12.1 min read
#bbb #consubstanciali #maniqueísmo #binarismo
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O BBB26 e seus micropoderes

MULHERES X HOMENS

A edição do BBB26 dramatiza um mundo ainda organizado por dicotomias — homem versus mulher, branco versus preto, bem versus mal, ordem versus revolta, privilégio versus exclusão — , mas também revela a insuficiência dessas oposições para explicar a complexidade dos sujeitos e dos conflitos sociais. O jogo transforma essas divisões em narrativa, espetáculo e estratégia, enquanto os participantes encarnam, tensionam e desestabilizam papéis sociais historicamente construídos.

O principal embate desta edição foi, provavelmente, entre Caubói e Ana Paula. Os dois sintetizaram, de maneira bastante madura, duas visões de mundo distintas que, embora expressas em forma de jogo, equivalem ao maniqueísmo próprio de nossos tempos. Não por acaso, Tadeu mencionou esse conceito no paredão que eliminou Alberto. Também em outra berlinda, protagonizada por Babu, citou Nietzsche e o reconhecimento do acaso, talvez aproximando-se dos conceitos de vontade de potência, mas sobretudo, a transposição do bem e do mal defendidos pelo autor.

Isso porque o mundo novamente se estagna na dicotomia, no maniqueísmo, na bipolaridade que outrora sedimentou a Guerra — não tão — Fria. Ana Paula concebe a democracia como superação das contradições por meio de um braço forte, estatal, capaz de controlar os conflitos — geralmente ela mesma. Já Caubói simboliza a parcimônia da norma, que silenciosamente reproduz sua autoridade: a “democracia” travestida de domínio, o império da moralidade que articula seus interesses imorais nas sombras e conserva sua integridade à luz do sol. Aqui, a superação das dicotomias não está em jogo; ao contrário, elas são sedimentadas, assim como nas religiões e na política institucional, e usadas em benefício próprio. No caso, um domina as contradições; o outro as legitima, camuflando-as. Caubói prefere a costura; Ana Paula, o martelo.

Ana parece buscar superar essas dicotomias simplórias. Isso porque Ana não é apenas mais uma Ana, nem mais uma Paula, Maria ou Marcielle perdidas pelo Brasil. Ana Paula é, talvez, Marielle (menos para Babu, discutiremos mais adiante): mulher que enfrenta o status quo, tensiona um império de normas em decadência, não se cala, arrisca sua vida e, por isso, põe em xeque as posições padronizadas da mulher e do homem na sociedade.

Aqui vale destacar outros personagens. Enquanto Jonas reverbera o homem ideal “moderno” — belo, cordial e forte, aquele que traz o alimento para casa, assim como os homens das cavernas e o alpinista Brígido — , Juliano representa a ruptura pós-moderna do tipo masculino clássico: aquele que ouve, que empatiza, que luta na cidade de forma mais “civilizada”, que vê a mulher não como alvo, mas como pessoa. O embate entre eles é, em si, uma disputa sobre o futuro do papel social do homem na sociedade: de um lado, aquele que compete como se estivesse em uma selva; de outro, aquele que acalenta e acolhe.

No meio desses polos, há milhares de Pedros: sem sorrisos bonitos, confusos quanto a seu papel masculino, escravos de seus desejos e sedentos por afeto e aceitação. Eles não têm costas quentes devido à sua classe e à pouca instrução. Assediam, agridem, matam mulheres; por vezes são presos, noutras, cancelados, em um mundo que não lhes oferece papéis sociais seguros e definitivos. Desesperados diante da queda da norma, inflam o número de feminicídios em todo o Brasil.

Mas há também os reprodutores cômodos da norma, que matam ao menor descontrole de sua estabilidade emocional. Noutros casos, com falas mansas e persuasão, apenas dominam os corações, os corpos e desejos das mulheres. A amizade de Jonas e Caubói sintetiza a cordialidade patriarcal branca — não é preciso muito esforço para imaginar em qual grupo se estabeleceria Henri Castelli. Cabe destacar, ainda, as mulheres que cercam Jonas e Caubói durante todo o jogo: Jordana, a Barbie morena à espera de seu Ken ultrapassado; Marcielle, em sua busca silenciosa por inserção nos padrões sociais brasileiros; Maxiane, humilde e precarizada em um Brasil liberal, vendedora de si e distante de qualquer solução coletiva que rompa sua condição; e Gabi, assim como Chay, órfãs de qualquer figura masculina que lhes dê colo. A primeira busca sempre a aprovação do líder Caubói; a segunda se perde pela autoridade de um pai que nunca existiu: Babu.

Segunda Guerra Fria?

Segunda Guerra Fria?

Os privilegiados x os desprivilegiados

Aqui podemos destacar a essência das relações entre os grupos. Há estudos que tratam da força de coletivos historicamente desprivilegiados, que somam suas unidades em coletivos coesos, pautados pela ideologia e pela resistência. Por outro lado, observa-se a tranquilidade dos grupos privilegiados — ou dos vencedores da vida social — que, na busca por manter o status quo, tornam suas conexões mais frívolas, sobretudo diante da internalização de preceitos morais e sociais “superiores” que os fazem se sentir “especiais”.

Mas o mundo se move, e quem não se move junto é engolido por ele. Ficou claro, na perspectiva do espectador, que o grupo liderado por Ana parecia ter mais coesão, sobretudo a partir de afetos e vivências orgânicas, enquanto o grupo de Caubói não se sustentava como fim, mas apenas como meio para alcançar seus objetivos. A coesão social do grupo de Ana era mais profunda, pautada na resistência, ao contrário da mecanicidade do coletivo de Caubói, pautado por uma pretensa “superioridade” moral. O grupo do meio, inicialmente esboçado por Maxi e Breno, não se sustentou: parte foi cooptada por essa “superioridade”; outra parte se aproximou do entorno de Ana.

Vale destacar esse grupo do meio, o centro de nada, perdido nos conflitos reais. Alguns se posicionam a favor do conflito; outros enveredam pela manutenção das normas. À esquerda, o embate; à direita, o status quo. Para aqueles que lutam pela mudança, os preceitos morais devem ser martelados. Para aqueles que naturalizam o status quo, a revolta é deselegante; manter a educação é fazer parte de um grupo vitorioso, que não se vitimiza, que está acima, mesmo quando nasce embaixo.

Aliás, “vitimização” foi um termo muito utilizado na casa, ainda mais pelo grupo do status quo, principalmente por Jordana. Essa acreditava fielmente que o problema entre ela e seus antagonistas era o fato de não ter “cara de vítima”. De fato, era o contrário: mesmo nascida em uma família de classe baixa, ela nunca pretendeu sê-lo. Isso porque o padrão foi, para ela, um objetivo a ser alcançado — algo recorrente entre aqueles que não nasceram em espaços privilegiados. A busca por alcançar esse padrão, mesmo sem pertencer originalmente a ele, é parte de um deslocamento socioemocional intenso, que desestrutura suas origens. Ou é isso ou é aquilo!?

Essa corrida tem sido vista com frequência nas redes sociais. O padrão estético, social e cultural é alavancado pelos algoritmos, e muitos jovens buscam enquadrar-se incessantemente nesse tipo ideal. Todos nós queremos ser aceitos, notados. Os procedimentos estéticos estão em números nunca antes vistos, pois há uma geração buscando a perfeição padronizada das redes sociais.

Nesse ínterim, parte considerável da população é excluída, enquanto outra se sente “especial”. Isso ocorreu no BBB de várias formas. Tia Milena não era o padrão de comportamento; Ana Paula não era o padrão de mulher; Juliano não era o padrão de homem. Babu, Boneco, Chay e Solange também não, mas, no meio do jogo, formaram um grupo à parte. Na prática, os grupos se movimentaram a partir de três líderes: Ana, Caubói e Babu. Mas Babu, líder desse outro grupo, merece um capítulo à parte.

Yin Yang

Yin Yang

PRETOS X BRANCOS

Aqui, a dicotomia não se limita aos papéis sociais clássicos entre homens e mulheres, que parecem definir a sinopse da edição. Ao citar Babu, precisamos nos estender a outra oposição: a de brancos e pretos. Para Babu, Ana Paula não é Marielle, não mesmo! Ao quebrar a dicotomia basilar da família tradicional, principalmente propagada pela fé cristã, Ana Paula protagoniza um embate essencialmente seu. Enquanto isso, uma pauta importante, iniciada pela participante Sol, é banalizada nesta edição: o racismo.

Ainda que ciente dessas pautas, a personalidade centralizadora de Ana — embora empática, característica própria de sua dominação carismática — distancia-se do discurso racial que lhe é jogado, justamente pela fragilidade e pelo mau uso desse discurso. Enquanto a dicotomia homem x mulher se desenvolve bem na trama, a questão racial se perde. Isso porque Ana não é apenas branca: é mulher e de classe média alta.

No início, Babu, Boneco, Solange e Chay aderem ao projeto de ruptura do status quo de Ana: o dos homens “bons”, que influenciam sorrateiramente em benefício próprio, e o das mulheres submissas, já inertes à dominação deles. Para Babu, estava claro: a sociedade essencialmente branca fazia mal. Mas talvez ele não tenha se atentado ao fato de que a estrutura, além de branca, é também patriarcal. Ana Paula era, para ele, uma representante de seus traumas, pregando a tão famigerada conciliação de classe e raça, mas sendo parte de um sistema de castas no Brasil que mantém privilégios e estagna a raiva dos desfavorecidos.

Até que Babu liberou a sua! Incomodado com o protagonismo de Ana, em cenas essencialmente machistas, citou a pauta racial de forma atabalhoada — não contra os defensores da ordem e do status quo, que a reproduzem de forma sublime, mas contra aquela privilegiada que, simbolicamente, esteve ao seu lado até então.

A dicotomia anterior, entre status quo e desprivilegiados, deu lugar à raiva quando ele percebeu que parte do status quo também estava inserida em seu meio. Pior do que os “inimigos” claros talvez sejam os infiltrados. A democracia social representada por Ana tinha suas contradições e, nelas, o povo preto permanecia subalternizado.

Babu tinha a raiva, mas foi enganado pela dicotomia em que ele mesmo se enfiou, sem torná-la clara e coesa para o público, pois talvez nem fosse clara para ele próprio. Jogada de forma personalizada, sem lastro com o visível, a dicotomia “preto x branco” se perde. Porque ninguém é apenas branco, e ninguém é apenas preto, assim como ninguém é apenas mulher. Somos muitos, mais do que os perfis nas redes sociais tentam limitar. A pauta se esvazia; as consubstancialidades em jogo se evidenciam.

Babu esteve sempre próximo de Solange Couto, a mulher que ouve e concorda, mas não se atentou a outras dominações em jogo, inclusive à sua própria, enquanto homem, e à sua presença eloquente diante das mulheres. Babu: preto, favelado, mas também homem. Na vida prática, as dicotomias não se sustentam de forma simplória. No rio imenso da vida real, gênero, classe e raça não aparecem separados, tampouco como linhas independentes que depois se encontram, conforme defende o conceito de interseccionalidade. Eles devem ser pensados como coextensivos, historicamente produzidos e reciprocamente constitutivos: são consubstanciados.

Ana e Babu

Ana e Babu

CONSUBSTANCIALIDADES

A escorregada de Babu também se vê em Couto, de forma ainda mais intensa. Ela parece não ter se aprofundado em nenhuma das dominações sofridas por ela própria. Couto, como parte de uma geração X sofrida e violenta, marcada por um Brasil autocrata, parou no tempo, naturalizando de forma simbiótica as violências vividas. Inerte em seu papel de mulher, outrora bem definido socialmente, ainda limita sua própria percepção em nome de Deus, internalizando de forma estática o que é certo ou errado, acreditando em sua posição de mulher auxiliadora e ignorando todo o progresso e aprendizado que as experiências da vida poderiam produzir.

Fixa-se num mundo passado e não aprende a se adaptar. Como disse certa vez um cidadão do mundo: “ou você vive e aprende, ou você vive e vegeta” — João das Neves. Assim como os participantes do status quo, Couto cita Deus quando está em risco e ignora os conflitos que deveriam fazê-la repensar, autocriticar-se e aprender. Em vez disso, utiliza-se da falácia infantil do bem contra o mal: o outro “maquiavélico” e o eu que crê e é do bem. Maniqueísmo próprio das doutrinas monoteístas, que reduz a vida a um binarismo quase feudal.

Do mesmo modo, Jordana se vale dessa moralidade superficial, também limitada a seu Deus, aquele que enxerga apenas ela mesma. Como boa aceitadora dos padrões morais e estéticos, acredita que Deus não largaria sua mão. E assim destila sua raiva, violência e rancor, como se protegida por um ente que lhe desse aval. Sua artificialidade, seja estética, seja moral, esbarra também em seu oposto: a autêntica Chay. O embate com Chay está na estética que Jordana não quer ser, na pobreza que não quer enxergar, na autenticidade que já abandonou em nome da norma.

Há de se considerar, também, o papel de Breno: não é lá nem cá, não é cru nem cozido. As banalidades dicotômicas lhe parecem fugazes, embora o status quo o incomode. Talvez por isso seu insucesso. O que alimenta qualquer discurso raso é sempre a dicotomia. O fervor do eu contra o outro, que produz guerras e legitima o pertencimento a grupos, é parte do mundo e também a essência do reality show. Breno não é fácil de enquadrar. É vontade de potência, para além do bem e do mal. Breno, um homem negro ciente de suas jaulas de ferro, busca a libertação do mundo por meio da ciência. Acredita nas pessoas, não no ente gritado por elas; por isso, é sempre traído.

Por outro lado, destaca-se Edilson, outro homem negro. Em sua vida pregressa, irrompe suas condições sociais latentes por meio do esporte e, por fim, acredita na conciliação de classe e raça a partir do mérito próprio e da pretensa excepcionalidade de seu destino. Contudo, é obrigado a confrontar o passado que tentou escamotear, sintetizado na figura de Boneco.

Boneco observa o mundo cair à sua volta, mas seu silêncio escancara a extrema necessidade de sobrevivência. Seu ódio é cotidianamente enlatado, como ocorre com tantos outros Silvas pelo Brasil afora. A ignorância de Edilson está na existência de Boneco, que o fez enxergar aquilo que um dia preferiu esquecer. Edilson se confunde, assim como Matheus. Mas Matheus ainda não se estabeleceu na sociedade por meio do esporte; então, perdido no ódio superficial às ineficiências da conciliação democrática, esquece as contingências sórdidas de um autoritarismo mofado do padrão ao qual acredita pertencer.

Milena é parte da conciliação de classes que necessita de um estatista hábil, como Ana, com privilégios decisórios para olhar para suas amálgamas e trazer resoluções pontuais. Mas Milena compreende suas diferenças. Milena é ruptura dos padrões estéticos, morais e éticos. Ao mesmo tempo, é cuidado, carinho e afeto. Acostumada a servir, precisou se colocar, sentir-se parte de um mundo que tanto a excluía. Com Ana, Milena se legitima, voa. Sua decolagem se inicia na piscina, quando entra nela e se sente pertencente àquela casa. A empregada doméstica rompe com seu destino; a cena marca seu turning point, da mesma forma que Val, personagem de Regina Casé em “Que Horas ela volta?”.

Ao contrário de Milena, Sarah necessita da Santíssima Trindade para manter céu e terra, homem e mulher, brancos e negros em seus “devidos” lugares. Insonscientemente — ou conscientemente, é claro!

Para os defensores do padrão mofado, ignorar as mudanças presentes significa não compreender o jogo que está sendo jogado, conservar aquilo que já não é palpável. Para os democratas conciliadores, o poder deve gerar equilíbrio entre as dominações, porém nunca sua superação, já que sua posição na mediação ou tensionamento dos conflitos é parte de sua existência.

A chegada

A chegada

IMPLOSÃO DAS DICOTOMIAS (OU NÓS X BIG BROTHER’S)

Uns querem manter um passado autocrático, sólido e coeso, em uma modernidade que já se foi. Outros querem preservar um passado recente, em que a democracia flertava com o mundo ideal, embora sua prática fosse essencialmente desigual. Enquanto isso, o futuro os engole, e as dicotomias já não se sustentam. A edição não apenas reproduziu polarizações contemporâneas, mas expôs também seu esgotamento: as dicotomias servem para organizar o conflito, mas falham quando precisam dar conta das interações entre marcadores sociais da diferença no campo dos indivíduos.

O BBB26 foi intenso, mas complexo, porque foi além do bem e do mal. A vencedora era uma bruxa, e os vilões eram mocinhos antes de entrar no jogo. Porque, no fundo, as dicotomias não existem. Houve, nesta edição, uma quebra substancial das dualidades: Gabi, mulher forte e frágil; Babu, homem e preto; os bonzinhos malvados versus a bruxa má e empática; Milena, bad mi e good mi; Jonas, grande e infantil; Juliano, jovem e maduro; Ana, razão e emoção; Jordana, divina e diabólica; Samira, coletiva e individualista, etc.

Em uma das matérias do episódio final, Tadeu introduz a narrativa falando sobre a beleza e o caos de ser humano, rompendo com a falácia do bem contra o mal. Essa pareceu ser a tonica da edição também para seus idealizadores. A música inicial, “Mistério do Planeta”, uma das mais belas canções brasileiras, talvez seja também uma das mais atravessadas pela ideia de vontade de potência de Nietzsche. Ela rompe com o maniqueísmo do pensamento ocidental ao afirmar a existência como movimento, acaso e transformação — jogando seu corpo no mundo. Em seguida, a trilha migra para uma faixa da banda Angine de Poitrine, deslocando também o maniqueísmo estético da música ocidental: em vez da rigidez entre notas fixas, surgem os meios-termos, os intervalos instáveis, os microtons — como se a própria música recusasse a lógica binária que o programa parecia desmontar.

As dicotomias do mundo moderno estão em franca asfixia, mas ainda não foram superadas. No fim, elas servem em uma bandeja conflitos superficiais entre gladiadores de uma sociedade do cansaço, desesperados por uma casa própria ou por dignidade mínima — em um país que ora necessita de um estadista conciliador e combativo, ora de um administrador de colônia, nacionalista e entreguista.

Enquanto isso, o Big Brother, o milionário real detentor do poder, diverte-se. As dicotomias aqui citadas criam sombras e dificultam o vislumbre da real condição dos seres, ou mesmo o maniqueísmo basilar da modernidade: os milionários versus o resto. Os Big Brothers do mundo ditam as regras e patrocinam os horrores de uma sociedade dividida, enquanto assistem de camarote ao caos. O jogo precisa ser quebrado; o show de Truman necessita de seu gran finale. É crucial superar as dicotomias que nos encurralam e, no fim, despossar os verdadeiros vilões da história: os Big Brothers e todos os seus representantes políticos, seus Tadeus Schmidts.


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